segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bem Vindo Comandante! Chávez retorna à Venezuela: "Obrigado, povo amado!"

 O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, regressou nesta segunda-feira (18) ao seu país, desde Havana (Cuba), onde havia sido submetido uma cirurgia, em dezembro passado.


Hugo Chávez  Hugo Chávez retorna à Venezuela com 64% de aprovação
Na sua conta de Twitter @chavezcandanga, Chávez escreveu: “Chegamos outra vez à Pátria venezuelana. Obrigado, meu Deus! Obrigado, povo amado! Aqui continuaremos o tratamento. Obrigado, Venezuela, por tanto amor!!!” E completou: “Até a vitória, sempre! Viveremos e venceremos!”

O vice-presidente do Executivo Nicolás Maduro disse em um contato com a emissora Venezuelana de Televisão que Chávez está no Hospital Militar de Caracas para continuar seu processo de recuperação.

As declarações foram feitas três dias depois de o governo venezuelano divulgar as primeiras fotografias de Chávez desde que ele viajou à capital cubana, Havana, há mais de dois meses. Nas imagens, ele aparece deitado em uma cama ao lado das duas filhas, Maria Gabriela e Rosa Virginia.

Em Cuba, centenas de religiosos realizaram uma missa pela saúde de Chávez neste domingo (17), na cidade de Havana.

No mesmo dia, uma pesquisa realizada pela Hinterlaces apurou que 64% dos venezuelanos avaliam positivamente a gestão do presidente bolivariano. Chávez foi reeleito em outubro com mais de 8 milhões de votos, enquanto, segundo estudos, 66% na população creem que a oposição não tem condições de substituí-lo.

Com Prensa Latina e Agência Brasil 

Verdade à tona, Guerrilha do Araguaia: identificada a ossada de Preto Chaves


Quatro décadas depois da Guerrilha do Araguaia, a comissão que tenta localizar e identificar os corpos dos insurgentes do PCdoB reconhece os restos do guerrilheiro mais misterioso do conflito: o ex-marinheiro Francisco Manoel Chaves. Ele viveu quase toda a vida adulta na clandestinidade e morreu, aos 66 anos, emboscado na selva num combate com militares, em 1972.



Ilustração: Isto É

Além disso, quase nada mais se sabia sobre ele, nem sequer seu local de nascimento. Supunha-se que tivesse nascido no Rio de Janeiro, mas recentemente foi confirmado que ele era mineiro. Conhecido por Preto Chaves, mas também chamado de Zé Francisco ou Velho Chico, Francisco Chaves era um dos 163 desaparecidos políticos cuja história ainda está em aberto, segundo estimativas da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.

As circunstâncias de sua morte e sua trajetória de vida, no entanto, têm tudo para ser elucidadas a partir de agora. Depois de fazer uma série de escavações na região do conflito, especificamente no velho Cemitério de São Geraldo, peritos do Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) descobriram três ossadas. Uma delas, que os peritos acreditam ser de um negro, foi identificada como sendo do guerrilheiro Preto Chaves. Como a investigação corre em segredo de Justiça, integrantes da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos do governo preferem não anunciar a descoberta oficialmente antes da conclusão do processo. Mas Diva Santana, representante da comissão, admite: “De fato, um dos restos mortais tem muita chance de ser do guerrilheiro Chaves”, disse Diva.

A ossada atribuída a Chaves está em Brasília sob os cuidados do governo federal para análise antropométrica. Não existe até agora nenhum indício de que o militante comunista tenha deixado parentes para reconhecê-lo a partir de exames de DNA, o que poderia facilitar o trabalho. “Precisamos ainda fazer outras análises técnicas do caso, pois não sabemos se ele teve filhos, mulher ou qualquer outro parente”, diz Sávio Andrade, representante do Ministério da Defesa no GTA.

Agildo Nogueira Júnior, pesquisador do Instituto Maurício Grabois, ligado ao PCdoB, é o único estudioso que tem ajudado o GTA com informações sobre a vida de Preto Chaves. Há alguns anos, ele levanta informações sobre o guerrilheiro para a produção de um livro. “Interessei-me pelo caso, já que quase ninguém falava sobre ele. Essa cantilena de que os militares não possuem mais informações tem atrapalhado a pesquisa”, diz Júnior.

Agora, com a descoberta da ossada, a apuração do pesquisador pode contribuir para o reconhecimento definitivo do corpo. Ele mostra, por exemplo, uma entrevista publicada no “Jornal Opinião”, de Goiás, na década de 1990, na qual o sargento do Exército identificado como J. Pereira, que combateu no Araguaia, admite que seu grupo matou três guerrilheiros.

“Foi tiro pra lá, tiro pra cá. No final, três guerrilheiros estavam mortos”, disse J. Pereira, que ainda está vivo. O sargento fez outras revelações importantes. Ele conta que deixou os corpos dos guerrilheiros no mesmo local em que os restos mortais foram encontrados agora pelo GTA. O sargento revelou também que Preto Chaves carregava no peito um cordão de terecô, um patuá da religião afro cujo “terreiro” era frequentado pelo ex-marinheiro. “Tínhamos informações de que o guerrilheiro negro era considerado feiticeiro”, disse J. Pereira, que se referiu ainda a “uns cordões amarrados” usados pelo guerrilheiro.

Zezinho (à direita) combateu na selva ao lado de Preto Chaves no Araguaia. Ele contou que o ex-guerrilheiro frequentava terreiros de umbanda

A revelação do sargento sobre os cordões de terecô no peito de Chaves coincide com a informação prestada pelo militante Micheas Gomes de Almeida ou “Zezinho do Araguaia” ao pesquisador do Instituto Maurício Grabois. Zezinho, que conheceu e combateu na selva ao lado de Chaves, contou em 2007 que ele frequentava as sessões de umbanda na região do conflito e que carregava o patuá no peito. Zezinho confirmou a participação de guerrilheiros em cultos de religiões afro. “O Chaves participava dos terreiros.

Não podíamos destoar do dia a dia dos moradores locais. O João Amazonas (principal líder do PCdoB), por exemplo, puxava um terço danado”, revela Zezinho. De acordo com fontes do GTA, essas informações são preciosas para o reconhecimento oficial do corpo de Preto Chaves. “É muito pouco provável que um guerrilheiro negro, o que era raro, fosse enterrado, naquele mesmo local, com os cordões de terecô sem ser o Chaves”, afirmou um dos integrantes do GTA.


Antes do Araguaia, há algumas informações mais precisas sobre Chaves. Em 1935, ele participou do levante comunista contra o governo de Getúlio Vargas. Preso e torturado, foi trancafiado por meses no presídio da Ilha Grande ao lado de Graciliano Ramos. O escritor faz referência ao marinheiro em seu livro “Memórias do Cárcere”. Na década de 1960, Chaves filiou-se ao PCdoB. A partir daí, sua trajetória é obscura.



O episódio envolvendo Preto Chaves ilustra bem como os órgãos de segurança ainda tratam as informações sobre os ex-militantes comunistas e reforçam as críticas de que os militares têm sido pouco colaborativos. Até outubro do ano passado, a Marinha se recusava a tornar público o prontuário do ex-funcionário e ninguém do GTA tinha nenhuma informação sobre o guerrilheiro. Nem mesmo sua ficha de entrada na Marinha existia (ele entrou para a corporação militar em 1º de julho de 1928).

Depois de intensas negociações, apareceu uma tímida folha da Polícia Civil do Distrito Federal que trazia algumas informações sobre Chaves. “É inconcebível que não exista nenhuma informação sobre a história de um ex-militar que serviu durante 33 anos, foi expulso e chegou a receber pensão. A Marinha tem a obrigação de abrir seus arquivos”, defende Júnior.

Fonte: Revista Isto É

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Mulheres Camponesas realizam encontro em Brasília


Nesta segunda-feira (18) começa, em Brasília, o 1º Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil. Com o tema “Na Sociedade que a Gente Quer, Basta de Violência contra a Mulher!”, cerca de três mil mulheres camponesas, de 22 estados do Brasil, e outros países, estão sendo esperadas para o evento. A abertura está prevista para às 14 horas. Logo após as camponesas irão expor produtos em uma Mostra da Agricultura Camponesa. O evento prossegue até quinta-feira (21).


mmcbrasil
Mulheres Camponesas realizam encontro em Brasília Durante o encontro, as mulheres participarão de estudos, discussões, vivências e atividades culturais.
Segundo a dirigente da Região Sul do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Noeli Taborda, o objetivo deste encontro será de “fortalecer o Movimento de Mulheres Camponesas desde a base à direção Nacional, dando visibilidade ao papel importante que a mulher exerce na produção de alimentos, celebrando conquistas e planejando o futuro”.

O MMC possui como missão a libertação das mulheres trabalhadoras de qualquer opressão e discriminação. Isso se concretiza nas lutas, na organização, na formação e na implementação de experiências de organização popular, onde as mulheres sejam protagonistas de sua história. O Movimento tem a preocupação com a soberania alimentar, entendida como a produção de alimentos saudáveis e diversificados para o consumo de toda população brasileira, não apenas de suas famílias.

Durante os dias do encontro, as mulheres vivenciarão diferentes momentos como plenárias que discutirão os temas: a produção de alimentos saudáveis, o combate a violência contra as mulheres e o feminismo. Além de estudos, discussões e vivências, as camponesas também terão atividades culturais.

Segundo a dirigente do Movimento da Região Amazônica, Tânia Chantel, a importância do encontro se situa no fato de “reunir mulheres do campo de todo o Brasil para discutir e dialogar sobre temas tão importantes como o projeto de agricultura camponesa que defendem, bem como o tema da violência que atinge muitas mulheres do campo, mas que não é visibilizada pela sociedade, pelas autoridades e pela mídia”.

O encontro também pretende fomentar a criação de políticas públicas e novas discussões nos grupos de base nos estados, visto que muitas políticas públicas não se efetivam na vida das camponesas.

Já está confirmada a presença de organizações de mulheres internacionais dos países de Cuba (Federação de Mulheres Cubanas), Honduras (Conselho para o Desenvolvimento Integral das Mulheres Camponesas), Colômbia (Federação Nacional Sindical Unitária Agropecuária), Venezuela (Frente Nacional Campesina Ezequiel Zamoura), Chile (Associação Nacional de Mulheres Rurais e Indígenas), Paraguai (Coordenadora Nacional de Organizações de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Indígenas), República Dominicana (Confederação Nacional de Mulheres do Campo), Itália (Universidade de Verona) e África (União Nacional de Camponeses de Moçambique e uma articuladora de organizações de camponeses da África do Sul - TCOE).

Da Redação em Brasília
Com agências

Venício Lima: As distorções na cobertura política


O pronunciamento em que a presidenta Dilma Rousseff anunciou oficialmente a redução das tarifas de energia elétrica, em rede nacional de rádio e televisão, no dia 23 de janeiro, provocou reação irada da oposição política, isto é, de partidos e da grande mídia.

Por Venício A. de Lima, em Teoria e Debate


Depois de meses vendo, ouvindo e lendo a monótona repetição diária do discurso adversário único da grande mídia, a população brasileira teve a oportunidade de ouvir da própria presidenta a posição oficial do governo. Algum contraditório foi finalmente apresentado, mesmo que para isso o governo tenha sido obrigado a recorrer às prerrogativas legais que lhe facultam a convocação de uma rede nacional de radiodifusão.

Além do fato em si – a redução das tarifas –, os trechos do pronunciamento que mais irritaram a oposição foram aqueles em que a presidenta identifica como precipitadas, desinformadas, sempre do contra e alarmistas as pessoas que desacreditaram não só da redução das tarifas de energia elétrica, mas também de outras políticas públicas implantadas no país, em contraposição ao time vencedor, que tem sido aquele dos que têm fé e apostam no Brasil. Disse ela:

Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. (...) Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado. (...) Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia e tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário. (...) O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido o dos que têm fé e apostam no Brasil. [Pronunciamento da presidenta da República sobre a redução da tarifa de energia elétrica].
 
Falar versus fazer

O episódio confirma uma das principais características da grande mídia brasileira: a distância abismal entre o que alardeia como bandeira sua e seu comportamento real.

É flagrante a ausência do “outro lado” na cobertura política que a grande mídia oferece, como já mencionado. Por exemplo: após o pronunciamento da presidenta, é extremamente significativo o quase silêncio em relação às “quedas de energia” que provocaram enormes paralisações em eventos da grandeza do Superbowl, nos Estados Unidos (New Orleans, em 3 de fevereiro), e na partida de abertura do torneio internacional de basquete da Liga das Américas, na Venezuela (Barquisimeto, em 8 de fevereiro). A omissão interessada substitui regras básicas de qualquer manual de redação.

Não se trata, evidentemente, apenas da questão da energia elétrica. Prevalecem pesos e medidas diferentes, dependendo do lado “político” envolvido.

A esse comportamento assimétrico soma-se a acusação de que o governo politizou a questão da energia elétrica. Trata-se de um descarado cinismo não reconhecer que o tema estava desde sempre politizado, e para apresentar (finalmente) sua posição o governo teria, necessariamente, de identificar a posição contrária – como bem o fez.

Aparentemente, a “carapuça” de precipitados, desinformados, sempre do contra e alarmistas encontrou seus destinatários e foi por eles assumida.

Basta cumprir a Constituição

No final das contas, a reação irada da oposição – partidos e grande mídia – ao pronunciamento da presidenta põe uma vez mais em evidência as enormes distorções que existem na cobertura política oferecida ao país.

A melhor forma de tratar esse problema é, simplesmente, cumprir o que há mais de 24 anos está escrito na Constituição.

A regulamentação do “princípio da complementaridade” (artigo 223) possibilitaria o fortalecimento dos sistemas estatal e público, alternativas ao sistema privado, hoje hegemônico. Além disso, impediria o oligopólio midiático, direto e/ou indireto, de alguns poucos grupos empresariais (vetado pelo § 5º do artigo 220) e o controle que ainda exercem sobre a agenda pública e a liberdade de expressão no Brasil.




*Venício A. de Lima é jornalista e sociólogo, pesquisador visitante no Departamento de Ciência Política da UFMG (2012-2013), professor de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor de Política de Comunicações: um Balanço dos Governos Lula (2003-2010), Editora Publisher Brasil, 2012, entre outros livros

Alguem quer a Tamandaré de volta?

Emut prepara uma resposta sobre caso da empresa Tamandaré

A Empresa Municipal de Transporte (Emut) disse que na semana que vem deverá apresentar uma resposta à empresa de transporte de passageiros Tamandaré sobre sua retomada nas linhas que foram paralisadas no município. Por outro lado, a Tamandaré já estaria trabalhando para colocar nas ruas mais ônibus, segundo informação do presidente do sindicato dos Rodoviários, Roberto Virgílio. No pátio da empresa pelo menos 17 coletivos estavam estacionados ontem, na espera de adesivação.
A Tamandaré estaria preparando sua volta, após a paralisação e problemas trabalhistas. A  empresa, inclusive, protocolou no último dia 24, na Emut, pedido de reestruturação para que possa voltar a operar nas linhas urbanas.
“A Viação Tamandaré entrou com um recurso, com um plano de reestruturação, a fim de retornar às atividades, antes do período de Carnaval. O plano está sendo analisado pelos departamentos técnico e jurídico da Emut, em conjunto com a Procuradoria Geral do Município e nos primeiros dias da próxima semana, o resultado deverá ser apresentado à empresa”, disse o presidente da Emut, Álvaro Oliveira.
A  Tamandaré vinha atuando nas linhas de Goitacazes e Ururaí quando paralisou suas atividades no final do ano passado. Segundo Roberto Virgílio, a intenção da empresa é voltar a trabalhar, só que depende da contratação da nova frota.
A  Folha esteve na sede da empresa. No local, encontrou cerca de 17 carros ainda para serem adesivados, porém não conseguiu contato com a direção da Tamandaré.

Elder Amaral  www.fmanha.com.br

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Parece que estão acima da Lei: Rede Globo demitiu quase 300 jornalistas e radialistas em 2012


A Rede Globo fechou o ano de 2012 com a demissão de 243 radialistas e 42 jornalistas no Rio de Janeiro. E estas dispensas acontecem mesmo que a emissora tenha assinado acordo no Ministério Público do Trabalho que a obriga a contratar – entre fevereiro de 2012 e de 2013 – 150 jornalistas e radialistas para acabar com o excesso de horas extras – muito acima do limite legal — dos profissionais de suas redações.


O número de dispensas foi levantado pelo Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio e pelo Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, através das rescisões homologadas. As duas entidades trabalham em conjunto e em contato com a Procuradoria do Trabalho, para que a emissora cumpra com o acordo.

Até a metade de janeiro foram declaradas, pela empresa dos Marinhos, cerca de cem contratações – com comprovante anexado ao processo iniciado pelo Ministério Público. A grande maioria destes postos de trabalho é da categoria de radialistas. Além disso, algumas das contratações anexadas à ação civil são para vaga de contínuo.

A Rede Globo pode estar tentando driblar o acordo, porque as contas não fecham. E, função disso os dois sindicatos estão em contato com os promotores responsáveis pelo caso. Os jornalistas da empresa relatam que não percebem qualquer aumento no número de funcionários nas redações. O que aumenta sempre, dizem eles, é a carga de trabalho.

O acordo na Procuradoria do Trabalho da 1ª Região, assinado em dezembro de 2011 e revelado pelo Sindicato dos Jornalistas na edição 36 de seu informativo impresso, remete a uma ação civil pública de 2005. O Ministério Público, após solicitar à Globo cópia do controle de frequência de empregados, encontrou casos de funcionários com expediente de 19 horas por dia, desrespeito ao intervalo mínimo entre expedientes (11 horas) e não concessão do repouso semanal remunerado.

Fonte: Fenaj

Num ato antidemocratico Vaticano confirma: Anna Cintra é nova reitora da PUC


"Vaticano confirma Anna Cintra na reitoria da PUC-SP. Um Estado estrangeiro decide quem é reitor de universidade brasileira! E contra a vontade dos votantes, a terceira da lista? Absurdo”. Assim o sociólogo Emir Sader protestou no Twitter contra a decisão da polêmica envolvendo a sucessão da reitoria da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).


DCI/PUC-SP
Anna Cintra Anna Cintra recebe de Dom Odilo Pedro Scherer documento do Vaticano confirmando seu mandato como reitora

Na tarde desta sexta-feira (15), o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, entregou o decreto do Vaticano que confirma a professora Anna Cintra como reitora da PUC-SP no quadriênio 2012-2016. O texto é assinado pelo cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para Educação Católica.

A carta foi entregue por dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo e presidente do Conselho Superior da Fundação São Paulo, órgão que administra a PUC-SP, à professora Anna Cintra em evento na tarde de ontem.

Após a ratificação, a reitora baixou um ato impondo a necessidade de autorização prévia para a realização de manifestações e eventos públicos na universidade.

Terceira colocada

Cintra ficou em terceiro lugar na votação entre estudantes, funcionários e professores. Mesmo perdendo, ela foi nomeada pelo cardeal Dom Odilo Scherer, grão-chanceler da instituição e presidente do Conselho Superior da Fundação São Paulo, órgão que administra a instituição.

A eleição, realizada em agosto, foi vencida por Dirceu de Mello, que já era reitor da universidade e concorreu ao segundo mandato. Segundo os estudantes, desde 1980 todos os vencedores das eleições para reitor assumiram efetivamente o cargo.

Por causa da nomeação da professora, funcionários, estudantes e docentes entraram em greve por 34 dias.

Da Redação do Vermelho,
Com informações da Folha online

*Matéria alterada às 12h51 para alteração de informação