sábado, 15 de março de 2014

Revista Forbes: Confira a lista dos 65 brasileiros bilionários de 2014

Confira a lista dos 65 brasileiros bilionários de 2014 (com a respectiva colocação no ranking mundial e com os valores em dólares):
34 - Jorge Paulo Lemann  -19,7 bi  - AB/Inbev
55 - Joseph Safra - 16 bi - Banco Safra
119 - Marcelo Hermann Telles - 10,2 bi - AB/Inbev
137 - João Roberto Marinho - 9,1 bi - Globo
137 - José Roberto Marinho - 9,1 bi - Globo
137 - Roberto Irineu Marinho - 9,1 bi - Globo
146 - Carlos Alberto Sicupira - 8,9 bi - AB/Inbev
367 - Francisco Ivens de Sa Dias Branco - 4,1 bi - M Dias Branco
367 - Eduardo Saverin - 4,1 bi - Facebook
396 - Walter Faria - 3,8 bi - Grupo Petrópolis
483 - Aloysio de Andrade Faria - 3,3 bi - Banco Alfa
520 - Andre Esteves - 3,1 bi - Banco BTG
520 - Antonio Ermírio de Moraes - 3,1 bi - Votorantim
520 - Ermírio Pereira de Moraes - 3,1 bi - Votorantim
520 - Maria Helena Moraes Scripilliti - 3,1 bi - Votorantim
580 - Fernando Roberto Moreira Salles - 2,9 bi - Itaú Unibanco, CBBM
580 - Joao Moreira Salles - 2,9 bi - Itaú Unibanco, CBBM
580 - Walther Moreira Salles Junior - 2,9 bi - Itaú Unibanco, CBBM
580 - Pedro Moreira Salles - 2,9 bi - Itaú Unibanco, CBBM
609 - Abilio dos Santos Diniz - 2,8 bi - Pão de Açúcar
642 - Miguel Krigsner - 2,7 bi - Grupo Boticário
663 - Edson de Godoy Bueno - 2,6 bi - Amil
796 - Rossana Camargo de Arruda Botelho - 2,2 bi - Camargo Corrêa
796 - Renata de Camargo Nascimento - 2,2 bi - Camargo Corrêa
796 - Regina de Camargo Pires Oliveira Dias - 2,2 bi - Camargo Corrêa
796 - Moise Safra - 2,2 bi - Banco Safra
828 - Antonio Luiz Seabra - 2,1 bi - Natura
925 - Nevaldo Rocha e família - 1,95 bi - Riachuelo
931 - Dulce Pugliese de Godoy Bueno - 1,9 bi - Amil
931 - Michael Klein - 1,9 bi - Via Varejo
931 - Rubens Ometto Silveira Mello - 1,9 bi - Cosan
931 - Lirio Parisotto - 1,9 bi - Videolar
1036 - Jayme Garfinkel e família - 1,75 bi - Porto Seguro
1092 - Julio Bozano - 1,6 bi -  Grupo Bozano
1143 - Ana Maria Marcondes Penido Sant'Anna - 1,55 bi - CCR
1143 - Cesar Mata Pires - 1,55 bi - OAS
1154 - Sergio Lins Andrade e família - 1,5 bi - Andrade Gutierrez
1154 - Victor Gradin e família - 1,5 bi - Odebrecht
1154 - Alexandre Grendene Bartelle - 1,5 bi - Grendene
1210 - Lina Maria Aguiar - 1,4 bi - Bradesco
1210 - João Alves de Queiroz Filho - 1,4 bi - Hypermarcas
1284 - Eggon da Silva - 1,3 bi - WEG
1284 - Elie Horn - 1,3 bi - Cyrela
1284 - Carlos Francisco Ribeiro Jereissati e família -1,3 bi - Shopping Iguatemi
1284 - Jorge Moll Filho - 1,3 bi - Rede D'Or
1284 - Jose Isaac Peres e família - 1,3 bi - Shopping Multiplan
1284 - Werner Voigt - 1,3 bi - WEG
1284 - Lilian Werninghaus - 1,3 bi - WEG
1372 - Lia Maria Aguiar - 1,2 bi - Bradesco
1372 - Guilherme Leal - 1,2 bi - Natura
1372 - Rubens Menin Teixeira de Souza - 1,2 bi - MRV
1372 - Dorothea Steinbruch - 1,2 bi - CSN
1442 - Alfredo Egydio Arruda Villela Filho - 1,15 bi - Itaú
1442 - Daisy Igel - 1,15 bi - Grupo Ultra
1465 - Ana Lucia de Mattos Barretto Villela - 1,1 bi - Itaú
1465 - Edir Macedo e família - 1,1 bi - Igreja/ Mídia Record
1465 - José Mendes Nogueira e família - 1,1 bi - J Mendes
1540 - Giancarlo Franceso Civita - 1,05 bi - Abril
1540 - Victor Civita Neto - 1,05 bi - Abril
1540 - Roberta Anamaria Civita - 1,05 bi - Abril
1540 - Jose Roberto Ermírio de Moraes - 1,05 bi - Votorantim
1540 - José Ermírio de Moraes Neto - 1,05 bi - Votorantim
1540 - Liu Ming Chung - 1,05 bi - Nine Dragons
1540 - Neide Helena de Moraes - 1,05 bi - Votorantim
1565 - Carlos Martins - 1 bi - Grupo Multi

sexta-feira, 7 de março de 2014

NOTA OFICIAL DA CTB-RJ EM APOIO À LUTA DO GARIS



A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - Rio de Janeiro manifesta seu apoio aos trabalhadores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (COMLURB) e o repúdio à demissão dos trabalhadores grevistas. Conhecidos como garis, o trabalhadores da limpeza urbana carioca, pedem um piso salarial de R$ 1,2 mil; aumento no valor do tíquete alimentação diário para R$ 20 e o pagamento de horas-extras para quem trabalhar nos domingos e feriados, como previsto em lei. Os trabalhadores também exigem melhores condições de trabalho e que as negociações sejam reabertas imediatamente.

Os profissionais da limpeza urbana prestam um serviço essencial para o bom funcionamento da cidade e devem ser tratado com respeito pelo poder público. A CTB-RJ repudia com veemência a demissão dos profissionais Garis e defende a reabertura das negociações com readimissão imediata de todos os demitidos. 

Repudiamos, também, a truculência e falta de sensibilidade com que a Comlurb vem lidando com o movimento dos trabalhadores. Acreditamos que o diálogo é sempre a melhor forma e consideramos absurda a insensibilidade com a qual a empresa lida com a demissão de trabalhadores e pais de família. Consideramos que seria importante que a Comlurb reveja imediatamente sua política de intransigência e, ao invés de tentar criminalizar a legítima luta dos trabalhadores, comece a pensar em um plano de valorização para os seus profissionais.

Todo apoio à luta dos Garis!

Rio de Janeiro, 05 de Março de 2013

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - Rio de Janeiro


--
Ronaldo Leite
Presidente da CTB/RJ e Conselheiro Fiscal do Sintect/RJ

quinta-feira, 6 de março de 2014

NASSIF: AS SEMELHANÇAS ENTRE 1964 E 2014

Jango caiu mesmo tendo apoio popular – nota do C Af.


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Conversa Afiada reproduz artigo de Luis Nassif, extraído do Jornal GGN:

AS SEMELHANÇAS ENTRE 1964 E 2014



Luis Nassif

Santos Vahlis, hoje em dia, é mais conhecido pelos edifícios que deixou no Rio de Janeiro e pelas festas que proporcionou nos anos 50. Foi um dos grandes construtores do bairro de Copacabana.

Venezuelano, mudou-se para o Brasil, trabalhou com a importação de gasolina e tentou se engatar nas concessões de refinarias no governo Dutra. Foi derrotado pela maior influência dos grupos cariocas já estabelecidos.

Nos anos seguintes, foi um dos financiadores da campanha do general Estillac Leal para a presidência do Clube Militar, em torno da bandeira do monopólio estatal. Torna-se amigo de Leonel Brizola, defensor de Jango.

Provavelmente graças ao fato de ser bom cliente dos jornais, com seus anúncios imobiliários, tinha uma coluna no Correio da Manhã, cujo ghost writer era o grande Franklin de Oliveira.

Tentou adquirir o jornal “A Noite” para fortalecer a imprensa pró-Jango. Foi atropelado pelo pessoal do IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) que, em vez de comprar o jornal, comprou sua opinião por Cr$ 5 milhões. A CPI que investigou a transação teve como integrante o deputado Ruben Paiva.

Por sua atuação, Vahlis sofreu ataques de toda ordem. Contra ele, levantaram a história de que teria feito uma naturalização ilegal. Em 1961 foi preso e jogado nu em uma cela de cadeia,  em pleno inverno, a ponto do detetive que o prendeu temer por sua vida.

Como era possível a perseguição implacável dos IPMs (Inquéritos Policial Militares), de delegados e dos Ministérios Públicos estaduais, contra aliados do próprio governo?

Esse mesmo fenômeno observou-se nos últimos anos, com os abusos cometidos no julgamento da AP 470, envolvendo não um ou dois Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), mas cinco, seis deles, endossando arbitrariedades que escandalizaram juristas conservadores.

Características da democracia

Para tentar entender o fenômeno, andei trabalhando em um estudo que pretendo apresentar no evento “50 anos da ditadura”, que ocorrerá a partir da semana que vem no Recife.

Aqui, um pequeno quadro esquemático que explica porque 2014 é tão semelhante a 1964 – embora torçamos por um desfecho diferente.

1.     A democracia é um processo permanente de inclusões sucessivas. Também é o regime de maior instabilidade (e medo) das pessoas. Nos regimes autoritários, na monarquia, nos sistemas de castas, não há ascensão vertical das pessoas – nem sua queda. Na democracia de mercado há a instabilidade permanente, mesmo para os bem situados. Teme-se o dia seguinte, a perda do emprego, das posses, do status.

2.     Além disso, há repartição entre os poderes que abre espaço para a montagem de alianças e acordos econômicos, nos quais os grandes grupos econômicos se aliam aos grupos de mídia, através deles aos diversos poderes de Estado.

3.     Cada época de inclusão gera novas classes de incluídos que cumprem seu papel de entrar no mercado de trabalho, ganhar capacidade de consumo e, no momento seguinte, cidadania e capacidade de organização. Gera resistências tanto na classe média (medo da perda de status) quanto nos de cima (perda de influência).

Aí, cria-se uma divisão no mercado de opinião que será explorado a seguir.
O mercado de opinião

Simplificadamente, dividi o mercado de opinião em dois grupos.


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O primeiro é o mercado liderado pelos Grupos de Mídia. Por definição, é um mercado que influencia preponderantemente os setores já estabelecidos que já passaram pela fase da inclusão, do emprego, da carreira, integrando-se aos estabelecidos da fase anterior.

Por suas características, os grupos mais resistentes ao novo são os estamentos militar,  jurídico e a alta e média classes médias – especialmente os estamentos que trabalham em grandes companhias hierarquizadas.

A razão é simples. Vivem em estruturas burocráticas, hierarquizadas, nas quais cumprem uma carreira, sujeitando-se a promoções ao longo de sua vida útil. Por isso mesmo, a renovação se dá de forma muito lenta, proporcional à lentidão com que mudam os lugares nessas corporações.

Por todas essas características – da insegurança, da carreira construída passo a passo – esses grupos são extremamente influenciados por movimentos de manada. Por segurança, querem pensar do mesmo modo que a maioria, ou que o status quo do seu grupo (ou de suas chefias).

Esse grupo pode ser denominado conceitualmente de opinião pública midiática. Ele detém o poder, a capacidade de influenciar leis, julgamentos, posições.

É o grupo que detém poder. Mas não detém voto. Mesmo porque, quem têm votos é a maioria; quem recebe votos são os políticos.

O segundo grupo é o dos novos incluídos econômicos e dos incluídos políticos mas que não tem posição de hegemonia. Entram aí sindicatos, organizações sociais, o povão pré-organização etc, enfim, a maioria da população – especialmente em países com tão grandes diferenças de renda.

Os canais de informação desse público são os sindicatos, organizações sociais e os partidos políticos.

É um público que detém os votos, mas não detém poder.

O conflito entre poder e voto

Em cada período de inclusão, o partido que entende as necessidades dos incluídos ganha as eleições. Foi assim nos EUA com o Partido Republicano no século 19, com o Partido Democrata no século 20.

Processos de inclusão diminuem as diferenças de renda, ampliam a classe média e, quando o país se civiliza, garantem a estabilidade política – porque a maioria se torna classe média.

Em países socialmente atrasados – como o Brasil – qualquer gesto em direção à inclusão sofre enormes resistências dos setores tradicionais. 

Não se trata de viés político, ideológico (no sentido mais amplo), mas de atraso mesmo, um atraso entranhado, anti-civilizatório,  que atinge não apenas os hommers simpsons, mas acadêmicos conservadores, magistrados, empresários sem visão. E, especialmente, os grupos de mídia. Os de baixo temem perder status; os de cima, temem perder poder.

O partido que entende os novos movimentos colhe leitor de baciada.

O único fator capaz de derrubá-lo são as crises econômicas (o fenômeno do populismo é o de procurar satisfazer de qualquer maneira as massas descuidando-se da economia) ou o golpe.

A reação através do golpe
Sem perspectivas eleitorais, os segmentos incluídos na chamada opinião pública midiática recorrem ao golpismo puro e simples.

Consiste em fomentar diuturnamente o discurso do ódio e levar a vendetta para o campo jurídico-policial. É o que levou à prisão de Santos Vahlis e aos abusos da AP 470.

O movimento foi bem sucedido em 1964 e consistia no seguinte:

1.     Para mobilizar a classe média, a mídia levanta fantasmas capazes de despertar medos ancestrais: o fantasma do comunismo, que destroi famílias e propriedades, do golpe que estaria sendo preparado pelo governo, da corrupção que se alastra etc.

2.     A campanha midiática cria o clima de ódio que se torna cada vez mais vociferante quanto menores são as chances eleitorais de mudar o governo.

3.     Com a influência sobre o Judiciário e o Ministério Público, além de denúncias concretas, qualquer fato vira denúncia grave e, na ponta, haverá um inquérito para criminaliza-lo.

4.     Aí se entra no ponto central: as agressões, os atentados ao direito, as manipulações provocam reações entre aliados do governo. Qualquer reação, por mais insignificante, serve para alimentar a versão de que o governo planeja um golpe. O ponto central do golpe consiste em fomentar reações que materializem as suspeitas de que é o governo que planeja o golpe.


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Confiram esse vídeo aqui do Arnaldo Jabor, sobre uma proposta de um deputado obscuro do PT. O próprio Jabor considera-o obscuro. Mas repare nas conclusões que tira. Ele foi buscá-las em uma nave do tempo diretamente de 1964

O grande problema de Jango foram os aliados iludidos pela revolução cubana e pela própria campanha da mídia – que superestimava, intencionalmente, os poderes da liga camponesas e quetais.

O histórico trabalho de Wanderley Guilherme dos Santos, em 1962, expos de forma magistral e trágica  como se dava essa manipulação das reações.

Esse mesmo clima em relação às ligas camponesas, a mídia tentou recriar com as fantasias sobre a influências das Farcs no Brasil, sobre os dólares cubanos transportados em garrafas de rum e um sem-número de artigos de colunistas denunciando o suposto autoritarismo de Lula.

Lula e Dilma fugiram à armadilha, recorrendo ao que chamei, na época, de republicanismo ingênuo, às vezes até com um cuidado excessivo.

Não tomaram nenhuma atitude contra a mídia; não pressionaram o STF; têm sido cautelosos de maneira até exagerada; não permitiram que o PT saísse às ruas em protesto contra os abusos da AP 470.

Apesar de entender esse caminho, Jango não conseguiu segurar os seus. Houve radicalização intensa, conduzida por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, pelo PCB de Luiz Carlos Prestes e por lideranças sindicais, que acabaram proporcionando o álibi de que os golpistas precisavam.

No entanto, há um ponto em comum nos dois períodos: o ódio que a campanha midiática provocou em diversos setores de classe média crescerá em razão inversamente proporcional ao crescimento eleitoral da oposição. E o mote central será essa a Copa do Mundo e o mote de que o governo gastou em estádios o dinheiro da saúde.

Há uma guerra de comunicação central.



Clique aqui para ler “Jango caiu com apoio popular. Dilma, Dilma …”. 

aqui para ler artigo de Hildegard aos jovens: “O que é um Golpe de Estado”. 

domingo, 2 de março de 2014

Valesca, Sheherazade e o discurso da violência

O que têm em comum Valesca Popozuda e Rachel Sheherazade? Uma é carioca, nascida em 1978, funkeira, ex-frentista, ex-rainha de bateria de escola de samba; outra é paraibana de 1973, formada em jornalismo, apresentadora de TV. Ambas, contudo, são mulheres fortes e independentes, bem remuneradas, reconhecidas em suas áreas e significativamente identificadas com seus públicos.

Por Renato Essenfelder*, no Observatório da Imprensa


Ambas são o que se convencionou chamar de “formadoras de opinião”. Falam para uma vasta audiência – na TV, no rádio, na internet, em redes sociais e plataformas como o YouTube. Suas provocações repercutem, inflamam discussões.

Mas não é a plataforma midiática, a idade ou a remuneração o maior ponto de contato entre essas duas celebridades do século 21. Sheherazade e Popozuda estão ligadas, sobretudo, pelo discurso da violência. Popozuda, em seu mais recente sucesso, “Beijinho no Ombro”, invoca, logo na primeira estrofe, sua superioridade bélica: “Desejo a todas inimigas vida longa/ Pra que elas vejam a cada dia mais nossa vitória/ Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba/ 
Aqui, dois papos não se cria e nem faz história”. Adiante, desfila o refrão “Beijinho no ombro pro recalque passar longe/ Beijinho no ombro só pras invejosas de plantão”.

A violência pode ser material ou simbólica. A violência física abrange, por exemplo, policiais contra manifestantes, manifestantes contra policiais, manifestantes e policiais contra profissionais de imprensa e contra os cidadãos em geral. Manifesta-se em balas de borracha ou de chumbo (o tiro), manifesta-se em socos e pontapés contra homossexuais e minorias desprotegidas (a porrada), manifesta-se em explosões de gás, granadas, coquetéis molotov (a bomba). Em explosões de intolerância, sobretudo, a violência se manifesta.
Contos que incentivam a violência

Popozuda exerce uma prerrogativa da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela ONU em 1948. “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão”. Exerce ainda o direito constitucional de manifestação de pensamento. Mas, mais do que falar de direitos, e de como os direitos se atritam e chocam, gostaria de falar de deveres. Ou melhor, de ética – e de felicidade. Em um clipe visto mais de sete milhões de vezes até meados de fevereiro, a funkeira aparece em variados trajes de realeza, reafirmando a sua supremacia sobre o mundo. Em dado momento, assume um look que faz lembrar ilustrações de As Mil e Uma Noites, a milenar antologia de histórias orientais narradas por Xerazade, Sherazade ou Sheherazade (a grafia varia).

Em As Mil e Uma Noites, Xerazade é mulher do rei Xariar (ou Shariar). Traído pela primeira esposa, o monarca adota uma solução heterodoxa para preservar sua reputação. À noite, desposa uma mulher. Pela manhã, decreta a sua morte. O ritual é repetido diariamente, e diariamente morrem as mulheres de Xariar – que, assim, permanece um ilibado cidadão de bem.

Mas Xerazade tem algo que as suas trágicas antecessoras não tinham. Inteligência, cultura, talentos retóricos e narrativos. Por mil e uma noites, ela conta histórias ao rei Xariar. Interrompe sempre a narrativa pela manhã, para avançá-la na noite seguinte. Prolonga, assim, a sua vida, até que o rei desista definitivamente da execução.

Noite após noite, Sheherazade, a apresentadora do telejornal noturno SBT Brasil, conta suas fascinantes histórias. Mas, ao contrário daquelas narradas pela rainha mítica, os contos de Rachel não visam à preservação de vida alguma. Longe disso, não raro incentivam a violência. Por consequência, flertam com a morte.

Violência reproduzida

Mas a violência da Xerazade brasileira não é a do “tiro, porrada e bomba”. Mais sutil sem ser menos destrutiva, sua violência é simbólica. Funda-se em um discurso que segrega o espaço social entre grupos que considera legítimos – “cidadãos de bem” – e grupos marginalizados – os “cidadãos do mal”. E os apenas cidadãos, que dispensam adjetivos reducionistas, onde ficam nessa história? Parece não haver espaço para eles, para nós. A violência simbólica é simplista, reducionista, facilmente apreensível. É, aliás, necessário que seja facilmente reprodutível. Toda loira é burra, todo baiano é preguiçoso, todo carioca é malandro, todo favelado é bandido etc. Propõe-se, assim, inconteste. Mate um bandido ou leve um bandido para casa. Seja do bem ou seja do mal. A escolha é sua.

Naturalmente, a “escolha” que se coloca é falaciosa. A violência simbólica força a mão para que se estabeleçam os “devidos lugares” de cada um na sociedade. É uma violência aguda, que busca fazer com que a sociedade reforce, reitere e reconheça que o lugar do pobre, em geral negro, é na margem. É na marginalidade das favelas ou dos subempregos. O lugar do rico, em geral branco, é no centro. No centro de tudo.

Sheherazade deixa claras as suas convicções a esse respeito. Na verdade, porém, não há novidade alguma em seu discurso, nenhuma ideia nova, nenhum argumento iluminador. Está apenas reproduzindo uma violência simbólica anterior a todos nós ao repisar que o lugar do pobre é na periferia, distante dos olhares e, principalmente, das consciências dos cidadãos de bem. Um discurso que, no Brasil, remonta à própria colonização.

Liberdade de expressão tem limites

Assim, o “devido lugar” do adolescente negro que pratica furtos na praia dos brancos é amarrado a um poste. E a maior violência desse discurso é a de tentar convencer a vítima, e não o criminoso ou as testemunhas do crime (todos nós), de que as correntes são o “lugar de direito” do “marginalzinho”. Não importa muito se ele chegará às correntes por meio do processo legal de uma investigação, de um julgamento e de uma condenação, ou se chegará a esse lugar por meio de justiceiros sanguinários. O importante é, sobretudo, que esteja naquele lugar: acorrentado.

Ambas, Valesca e Sheherazade, expressam suas controversas opiniões. Na era da internet, todos temos grande facilidade de veicular nossas opiniões sobre tudo. Mas isso não é necessariamente bom. Expressa sem ponderação nem responsabilidade, a opinião ligeira municia a violência simbólica, o preconceito, a intolerância. O cenário é tenebroso, sobretudo quando jornalistas, agentes historicamente eleitos para promover a mediação social, aderem ao histrionismo dos que veem o mundo dividido entre cidadãos de bem e não cidadãos – gente que pode e deve ser amarrada e espancada impunemente.

A liberdade de expressão tem limites, em especial em veículos explorados por meio de concessões públicas, cujo dever é, portanto, defender o interesse público. Há razões para que não possamos invocar a liberdade de expressão para propagandear ideário nazista, antissemita, racista ou terrorista. Temos de ser melhores do que isso.


*é escritor, cronista e professor de Jornalismo


Adílson Araújo: Derrotar o neoliberalismo e avançar nas mudanças

O principal desafio que se coloca perante a classe trabalhadora e as forças progressistas nas eleições de 2014 é derrotar a direita, impedindo o retrocesso neoliberal, de forma a garantir a continuidade do ciclo mudancista iniciado por Lula em 2003 e conquistar a quarta vitória consecutiva do povo brasileiro.

Por Adílson Araújo*, no Portal CTB

A voz da direita ecoou ao longo da semana durante a comemoração dos 20 anos do Plano Real, através de pronunciamentos do candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves e do ex-presidente FHC, que destilaram críticas ao governo Dilma e enalteceram as supostas virtudes do neoliberalismo tucano.

O ex-governador de Minas Gerais procurou resgatar o Plano Real para sugerir que o Brasil precisa de uma iniciativa semelhante para superar o que chama de “crise de confiança”. É preciso esclarecer que a carência de confiança no caso é traduzida pelas recorrentes críticas que a grande burguesia, nacional e estrangeira, tem endereçado à presidenta e ao governo liderado pelo PT.

De nada vale para nossos tucanos a confiança popular no governo, atestada por inúmeras pesquisas de opinião, que hoje indicam uma vitória folgada de Dilma contra seus dois principais adversários e a solução da disputa ainda no primeiro turno. O discurso dos líderes do PSDB, cujo candidato não consegue decolar, é carregado de falsidades e meias verdades e não poderia ser diferente.

Nada se fala sobre o legado real do neoliberalismo tucano, que é bem diferente do que sugerem os discursos demagógicos de Aécio e FHC. Trata-se de uma herança maldita: taxa de 20% de desemprego nas regiões metropolitanas, segundo o Dieese; inflação batendo na casa dos 22%; flexibilização de direitos e retrocesso nas relações de trabalho; redução do valor das aposentadorias, aposentados chamados de “vagabundos”, fator previdenciário, perseguição aos sindicatos e criminalização dos movimentos sociais.

No front externo, não é demais lembrar que FHC concluiu seu segundo mandato no rastro de uma crise cambial, com o país à beira da moratória e a economia sob o tacão do Fundo Monetário Internacional. Aplicou-se uma política de capitulação aos EUA e Europa e apoio à Alca, que ficou conhecida como a diplomacia dos pés descalços. O país ficou à mercê das multinacionais e das grandes potências capitalistas.

O governo Lula, apesar das limitações e de uma orientação econômica conservadora, promoveu notáveis mudanças neste quadro. Fortaleceu o mercado interno com a política de valorização do Salário Mínimo e transferência de renda aos mais pobres através do Bolsa Família, o que ampliou o consumo popular, amorteceu os efeitos da crise mundial e impediu que o país entrasse em recessão, reduziu drasticamente a taxa de desemprego, legalizou as centrais e democratizou as relações com os movimentos sociais.

O novo governo também promoveu uma mudança substancial na política externa, rejeitando a Alca e apostando na integração solidária dos países latino-americanos e caribenhos, ampliando o comércio Sul-Sul, estabelecendo uma parceria estratégica com a China, dispensando os técnicos do FMI e zelando pela soberania do país. O desemprego foi reduzido a 4,5% da população economicamente ativa.

O povo não é bobo, sabe muito bem distinguir o joio do trigo e não quer retrocessos, por isto rejeitou por três vezes e vai continuar rejeitando a falsa alternativa tucana. A direita neoliberal trabalha incansavelmente pelo retrocesso na Venezuela, na Argentina, no Brasil, em toda a América Latina e no mundo. Da nossa parte não mediremos esforços para derrotá-la e criar condições para transformações sociais ainda mais profundas no caminho de um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho e soberania no rumo de um sistema político e social mais avançado, o socialismo, o único capaz de solucionar os graves problemas criados pelo sistema capitalista, que hoje arde em crise.

*É presidente da CTB

Título original: Derrotar a direita neoliberal para avançar nas mudanças

Novela do transporte público em Campos: Licitação tem nova data marcada

Para quanto vai a tarifa?
Quais critérios para participar?
Ônibus novos e climatizados?


Depois de dois editais de licitação do Transporte Público suspensos pela Justiça, um novo edital foi publicado no Diário Oficial do Município de Campos no último dia 19. Ainda segundo a publicação, a licitação deverá ser retomada no dia 8 de abril. Algumas mudanças e ajustes foram feitos para se enquadrar nas exigências do Tribunal de Contas do Estado. Entretanto, a mais importante de todas é que agora, necessariamente, deverá ser utilizado, em conjunto ou não com outros critérios, o da menor tarifa. A novela, que parece nunca ter fim teve vários capítulos durante o ano de 2013. De acordo com matérias que foram divulgadas pela Folha da Manhã, o transporte coletivo vem sendo motivo de reclamação na maioria dos bairros de Campos. É o caso do Parque Eldorado, onde, no dia 20 de janeiro, o setor foi apontado como o maior problema da comunidade. É o que acontece, por exemplo, com a dona de casa Marlene Rangel, de 37 anos. Ela relatou que trabalha como doméstica e precisa estar pontualmente no seu trabalho às 8 da manhã, mas, para conseguir chegar no horário, precisa contar com a sorte de ter um ônibus no ponto próximo à sua casa.
— A gente fica horas no ponto esperando. Eu geralmente saio de casa às 6h30 da manhã, sendo que poderia sair uma hora depois se os ônibus cumprissem o horário certo — desabafou a moradora.
Desde que o cartão Campos Cidadão foi implantando no segundo ano da primeira administração do governo Rosinha, em 2009, com a promessa de melhorias nos transporte público, os campistas convivem com ônibus precários e insegurança, com paralisações de trabalhadores das empresas. Para o cidadão, pode parecer que a tarifa do ônibus em Campos custa R$ 1,00, mas, na realidade, o preço é R$ 1,60. Isso porque o passageiro se beneficia do programa pagando R$ 1,00 e a Prefeitura subsidia o restante, ficando responsável pelo pagamento às empresas que prestam o serviço. Essa tarifa, todavia, é a mesma desde 2008, não sendo reajustada faz mais de 6 anos. Essa é a principal reclamação dos empresários, que dizem que não conseguem manter a frota, investir em novos ônibus ou cumprir com as obrigações trabalhistas, sem o reajuste. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setranpas), José Maria Matias, não vê, na nova licitação, uma solução para o problema crônico do transporte. Ele afirma que a necessidade é de uma reorganização da planilha de custos e gastos que se encaixe no orçamento, tanto da Prefeitura quanto das empresas.
— Para que as empresas possam fazer um trabalho de qualidade, é necessário dinheiro. Entretanto, não dá pra fazer esse trabalho com uma tarifa que não aumenta há 6 anos. É preciso investimento para ver resultados — afirmou José Maria.
Setranspas não vê no processo uma solução
Mas alguns enxergam a nova licitação como uma luz no fim do túnel para que os problemas com o transporte sejam solucionados. Para Roberto Virgílio, presidente do Sindicato dos Rodoviários, a nova licitação é uma possibilidade de que as coisas sejam resolvidas.
— Depois de tudo o que nós estamos vivendo nesses últimos tempos, essa licitação é uma esperança de que as coisas melhorem. Eu espero que, dessa vez, realmente, seja pra valer — afirmou o presidente.
Em nota, a Prefeitura Municipal informou que um novo conceito de transporte está previsto para ser adotado na cidade e que, para isso, foi necessária licitação dentro da legalidade, como vem sendo feito pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte. A proposta é de que sejam utilizados ônibus novos, todos com acessibilidade, câmeras de segurança, entre outras vantagens. Será feita ligação entre as localidades, atendendo os moradores de todos os bairros e distritos da cidade, com uma completa mudança no atual sistema de transporte que existe em Campos.
Novela parece que nunca vai ter um fim
Em 2013, muitos capítulos da novela do transporte aconteceram. O primeiro edital de licitação para exploração das linhas foi publicado em Diário Oficial no dia 21 de fevereiro, com objetivo de renovar a frota e melhorar a qualidade do serviço. Dois meses depois, em 15 de abril, três empresas de ônibus que atuam no município recorreram na Justiça, que suspendeu o processo. O novo edital foi publicado em 16 de agosto e o processo teve início com a apresentação dos envelopes com propostas no dia 7 de outubro. Porém, o TJ/RJ suspendeu mais uma vez a licitação, depois que a empresa Rosa Ltda., de São Paulo, conseguiu uma liminar sob a alegação de falta de igualdade a todos os participantes. De acordo com o IMTT), o transporte público em Campos é operado por 12 empresas, e todas estão cadastradas no programa Cartão Cidadão. O órgão ainda afirma que cerca de 300 ônibus circulam no município e 30% deles possuem dispositivo de acessibilidade, com elevador para cadeira de rodas.
Larissa Jasbick

Leitor de blog faz doação a Dirceu para protestar contra STF

Reproduzo abaixo uma carta de leitor, na qual ele explica porque doou R$ 100 para José Dirceu pagar sua multa.


Acho que ela nos ajuda a entender porque o clima está mudando, e o exército de coxinhas úteis, que a Globo achava ser seu último trunfo para enquadrar para sempre o STF, não está mais sozinho na praça. Há cada vez mais gente crítica ao que a mídia fez durante a Ação Penal 470, essa pressão espúria, ameaçadora, sobre a consciência dos ministros do STF.

Há uma vantagem nessa confusão toda armada por este julgamento político feito pelo STF, sobretudo por Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, os ministros mais histericamente midiáticos. Eles conseguiram a proeza de dessacralizar a suprema corte, que era a última virgem do puteiro. Não é mais. Agora sabemos que o STF é tão falho como qualquer outra instituição nacional. É humano, é frágil, é passível de erros e seus ministros se vergam a pressões da mídia, do poder econômico e do mundinho classe média, reacionário, moralista e preconceituoso em que eles e suas famílias circulam.

Por isso, é tão importante que os internautas, cidadãos brasileiros cujo voto e cuja dignidade valem tanto quanto a de qualquer jurista importante, colunista de jornal ou mesmo ministro do Supremo, estejam hoje expressando, com mais liberdade e mais coragem, a sua opinião política.

A esculhambação do STF promovida por ministros comprometidos antes com a mídia do que com a justiça está tirando os brasileiros da zona de conforto e trazendo-os para o centro da arena política, com olhos injetados de indignação.

Mas esses brasileiros são alfetizados politicamente e democráticos. Não são idiotas de máscara quebrando pontos de ônibus e orelhões. Usam a inteligência.

Á carta do leitor, que é meu xará, Miguel Freitas.

Porque doei 100 reais para a vaquinha do Zé Dirceu

Por Miguel Freitas, internauta

1) Porque mesmo que o Dirceu fosse um babaca, isso não permite que ele seja condenado sem provas.

2) Porque ele segue preso em regime fechado ILEGALMENTE mesmo tendo sido condenado ao regime semi-aberto.

3) Porque o Barbosa trocou ILEGALMENTE o juiz responsável pela execução penal do Dirceu por considerar que o antigo seria muito bonzinho (“Pelo menos na Constituição que eu tenho aqui em casa não diz que o presidente do Supremo pode trocar juiz, em qualquer momento, num canetaço” – presidente da Associação dos Magistrados do Brasil)

4) Porque todas as auditorias realizadas sobre as notas da Visanet demonstram que o dinheiro NÃO foi desviado e sim gasto em campanhas publicitárias. Dos R$ 74 milhões da Visanet, por exemplo, R$ 5 milhões foram para a Globo e outros tantos para promover um encontro de magistrados em Salvador, com participação do então presidente do STF.

5) Porque o Procurador Geral e o Barbosa ESCONDERAM o laudo 2828 da Polícia Federal que inocentava Pizzolato (ao mostrar quem realmente liberava o dinheiro da Visanet). O laudo 2828 era de conhecimento de Barbosa desde junho de 2007, porém só é anexado ao processo em novembro, ou seja: eles esperaram que os outros ministros votassem às cegas a aceitação da denúncia para só então anexar o laudo ao processo (ocultação de provas).

6) Porque o Procurador Geral MENTIU por escrito em sua denúncia ao dizer que o laudo 2828 da Polícia Federal confirmava que Pizzolato e Gushiken beneficiaram a empresa de Marcos Valério. Na verdade, o nome de Pizzolato não aparece nem uma única vez no laudo 2828, o que é facilmente verificável uma vez que ele está disponível na íntegra na internet.

7) Porque o Barbosa inacreditavelmente MENTIU para todos os outros ministros do STF ao dizer que o inquérito 2474 (também conhecido como “gavetão”) deveria permanecer em sigilo por não ter relação com os fatos investigados na AP470. Ele disse, com todas as palavras, que o 2474 não tratava do Banco Rural. Essa mentira está registrada em um vídeo de 2011 disponível no youtube.

8) Porque os presos foram enviados ILEGALMENTE para Brasília com o único objetivo de produzir um show midiático, uma vez que a legislação determina que a pena seja cumprida próxima ao domicílio do condenado.

9) Porque eu me junto a alguns dos maiores juristas brasileiros como o Celso Bandeira de Melo, que doou para a vaquinha do Genoíno e denunciou uma série de irregularidades do processo, ou Ives Gandra Martins, um anti-petista histórico que reconheceu que o Dirceu foi condenado sem provas.

10) Porque é inaceitável que, depois de todas as provas virem a público, um ministro do STF como o Gilmar Dantas ainda tenha a cara-de-pau de passar recibo por escrito de uma mentira (“o mensalão desviou mais de R$ 100 milhões”), e ainda por cima acusar os doadores de estarem lavando dinheiro.

11) Porque a doação é uma forma de protesto legítima contra todas essas arbitrariedades.

12) E finalmente, porque o dinheiro é MEU, recebido pelo meu trabalho assalariado, com imposto de renda devidamente descontado na fonte. Não vai ser um ministro do STF que comprou apartamento de 1 milhão em Miami declarando apenas 10 dólares para não pagar imposto (Barbosa), ou mesmo outro ministro que é dono de um instituto com inúmeros contratos sem licitação com o governo (Gilmar), contratos estes questionados pelo TCU, que terão moral alguma para reclamar da minha doação.

abraços,
Miguel Freitas

Fonte: Blog O Cafezinho