segunda-feira, 15 de abril de 2013

Venezuela: Revolução Bolivariana seguirá com vitória de Maduro


No pleito presidencial deste domingo (14), Nicolás Maduro, o candidato da Revolução Bolivariana venceu o direitista Henrique Capriles por 50,6 6% a 49,07%. A diferença é de cerca de 200 mil votos. O comparecimento às urnas foi de 78,71%. Os dados foram divulgados apenas com 99,12% das urnas apuradas, quando o resultado é irreversível, pela presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibissay Lucena.


Joka Madruga/ ComunicaSul
Presidente eleito da Venezuela Nicolás Maduro e a "Primeira Combatente", Zília Flores

“Com a morte de Hugo Chávez, acharam que era o fim da história. Temos um triunfo legal, Constitucional, popular. São mais de 200 mil votos de diferença. Se tivesse perdido por um voto estaria aqui para assumir minha responsabilidade e entregar o cargo. Mas estou aqui para assumir a vontade do povo”, disse Maduro em seu discurso de vitória.

O presidente eleito pediu respeito, tolerância e disse que ele mesmo faz questão de que haja uma auditoria para que não sobre dúvidas sobre este processo eleitoral. O CNE anunciou que será realizada uma auditoria cidadã. Desta forma, a orientação é os comandos de campanha solicitem a auditoria de 100% dos comprovantes de votação.

O órgão eleitoral também sugeriu que os acompanhantes internacionais estendam sua estadia no país para acompanhar este novo processo.

Chávez invicto

“Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão”, bradaram as pessoas presentes no Balcão do Povo no Palácio de Miraflores, em referência à burguesia que dominou o país durante toda a Quarta República.

“Chávez segue invicto. E seu filho será presidente da República e vai mostrar do que é capaz, vai construir uma pátria de amor, de paz, de prosperidade", vaticinou Maduro.

De Caracas, Vanessa Silva

sábado, 13 de abril de 2013

Comissão ouve parentes de desaparecidos na Guerrilha do Araguaia


A Comissão Estadual da Verdade de São Paulo ouviu nesta sexta-feira (12) os depoimentos de parentes de desaparecidos políticos que participaram da Guerrilha do Araguaia, grupo armado de resistência à ditadura militar instalado no Pará na década de 1970. Foram discutidos os casos de nove militantes nascidos em São Paulo ou que tiveram atuação no estado.


  Foram discutidos os casos de nove militantes nascidos em São Paulo ou que tiveram atuação no estado. a (Agência Pública / Creative Commons)
O caso dos irmãos Jaime e Lúcio Petit da Silva foi relembrado por Laura Petit, irmã dos ex-militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). "Eu tive três irmãos desaparecidos no Araguaia [o desaparecimento de Maria Lúcia Petit foi analisado no mês passado]. A minha família foi dizimada pela ditadura. Espero que o Estado brasileiro faça jus ao resultado da Comissão da Verdade e responsabilize as pessoas que praticaram esses atos", disse.

De acordo com o histórico dos desaparecidos, organizado pela comissão, Jaime desapareceu em 28 ou 29 de novembro de 1973 após um cerco militar à região da guerrilha. Lúcio está desaparecido desde 21 de abril de 1974, e sumiu também depois de ataque dos militares no Araguaia. Os dados constam no Relatório Arroyo, escrito pelo dirigente do PCdoB, Ângelo Arroyo, que sobreviveu às investidas militares na região.

Laura Petit está confiante no trabalho feito pelas Comissões da Verdade, mas acredita que os familiares apresentaram todos os dados que deveriam e agora é preciso escutar os agentes da repressão. "Existe um arquivo vivo da ditadura militar que precisa ser ouvido. Gostaria de ver sentado naquela mesa as pessoas que praticaram esses atos", disse.

Laura ressaltou que os acusados dos crimes durante o regime militar são notoriamente conhecidos e aparecem até mesmo em livros. “Tudo é conhecido, tudo é sabido. A gente fica aguardando que se estabeleça a verdade. Chega de mentira, chega de ocultação”, declarou.

De acordo com o deputado estadual Adriano Diogo, que preside os trabalhos, neste primeiro semestre a comissão está empenhada em reunir o máximo de informações sobre os 154 casos analisados para, em seguida, identificar quais informações de cada fato ainda devem ser buscadas. "As audiências, por enquanto, são praticamente com o que já havia. Vamos ter que aprofundar. Saber como foi, quem praticou. É uma fase mais complexa", explicou.

Outro depoimento de hoje foi Rosana de Moura Momente, filha do militante Orlando Momente. "Tenho poucas lembranças do meu pai. Na verdade, nunca convivi com ele. Acabei sabendo um pouco mais sobre ele a partir do contato com a Criméia [Almeida, também participante da Guerrilha do Araguaia]. Até hoje enfrento dificuldades relacionadas ao meu pai, porque nós não temos a data exata da morte e minha mãe não pode receber pensão por isso", disse. Orlando foi visto pela última vez em 30 de dezembro de 1973 no sul do Pará.

A escritora Liniane Brum, sobrinha de Cilon Brum, morto em 27 de fevereiro de 1974, relatou durante a audiência o resultado das entrevistas feitas por ela na região do Araguaia. "A ausência do meu tio tem exatamente a minha idade. Eu vivi esse vácuo, esse silêncio. A espera da minha avó durante todo esse tempo. Movida por essa dor, em 2000, decidi ir ao Araguaia e ouvir das pessoas que lá viveram o que aconteceu", disse. O material desse trabalho foi reunido no livro Antes do Passado - o Silêncio Que Vem do Araguaia.

"Fiz três viagens independentes ao Araguaia. A primeira em dezembro de 2009. Fui com o foco familiar, mas chegando pude encontrar pessoas que me falaram principalmente do fim da vida do Cilon. Ele já abatido, preso, a fase de extermínio mesmo. Acho que essas pessoas [da região] deveriam ser ouvidas em espaços como esses. Eles têm a memória desse pedaço da história", disse.

Também participaram da audiência Maristela Nurchis, irmã do guerrilheiro Manoel José Nurchis; José Dalmo Ribas, irmão Antônio Guilherme Ribeiro Ribas; Igor Grabois, filho de Gilberto Olímpio Maria. Parentes de Pedro Alexandrino de Oliveira Filho e Miguel Pereira dos Santos foram convidados, mas não compareceram à reunião.

Fonte: Agência Brasil

Centrais convocam trabalhadores contra campanha golpista dos juros


'Pela indústria e pelo desenvolvimento e contra os juros'. Esse será o lema defendido pelas centrais no próximo do 17, em São Paulo, na Avenida Paulista. De acordo com informações do portal da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) o evento será realizado em diversas capitais do Brasil.


As centrais sindicais sairão às ruas de todo o país para protestar contra a possível retomada da alta de juros. Os atos serão realizados no próximo dia 17 de abril, em frente à sede do Banco Central de várias cidades. Na mesma data, o BC irá se reunir para decidir se a Selic irá sofrer alguma mudança ou não.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o Banco Central e o governo federal precisam se manter firmes neste momento, de modo a enfrentar toda a pressão que a mídia e o mercado financeiro têm feito para que a alta dos juros seja retomada.

“No dia 17 será um grande momento para a presidenta Dilma reafirmar aquilo que ela disse na África do Sul, há duas semanas, a respeito da inflação e do crescimento econômico do país. Essa possibilidade de retomada dos juros é inadmissível e deixaremos isso claro nas ruas”, afirmou.

Desenvolvimento

Wagner Gomes reafirmou que as centrais “apoiaram a eleição de Dilma, mas temos independência em relação a seu governo. E é essa postura que nos deixa à vontade para fazer críticas duras e cobranças sempre que for preciso, assim como também nos colocarmos ao lado da presidenta caso seja necessário enfrentar a pressão que o governo sofre para aumentar os juros”, destacou.

Com informações da CTB

PELO JEITO É A HISTÓRIA DO SUJO COM O MAU LAVADO

Novo round: senador e deputado

“O amor é lindo, o que mata é a falsidade. Essas juras de amor foram feitas na campanha de 2010. Lindbergh diz que vai entrar na fila, e que Pezão será o próximo governador”, disse o deputado Anthony Matheus (PR), após a matéria publicada na edição de ontem da Folha, onde senador Lindbergh Farias (PT) critica suas práticas políticas e a até mesmo o nível da Educação de Campos, dizendo que o mesmo está “ultrapassado e possui uma rejeição muito grande no estado do Rio e que colocação da cidade no Ideb seria uma constatação clara” de sua afirmação.
O ex-governador Anthony respondeu em seu blog colocando um vídeo feito em 2010 onde Lindbergh promete apoio ao vice governador Luiz Fernando  Pezão (PMDB) na disputa pelo governo do estado.  A polêmica surgiu após uma entrevista que Lindbergh concedeu ao radialista Cláudio Nogueira, na rádio Continental, do Grupo Folha, quando falou também sobre Campos, Ideb, PDMB e sua candidatura. “Campos não pode aceitar ser a última colocada do Estado no Ideb. O governo municipal deveria ter investido maciçamente na Educação”, disse Lindbergh, que mais uma vez afirmou sua candidatura. “Sou pré-candidato e não abro mão disso.
Afinal, estou liderando as pesquisas. Inclusive, acho que a população tem esse direito de escolher, não adianta o PMDB querer impor uma situação. Eles iriam me apoiar, mas se não querem, é um direito deles, assim como me candidatar é um direito meu”, explicou.
Mesmo não sendo a vítima preferida do deputado Anthony Matheus, Lindbergh também não escapa dos ataques do ex-governador: “É uma pena que um rapaz tão jovem tenha tão pouco caráter. Aliás, só vota no Lindberg quem não conheceu a sua administração em Nova Iguaçu. Basta ver que na eleição para o Senado ele chegou atrás de Crivella na sua cidade”, disse Anthony Matheus, que não parou por aí.
O deputado questiona o fato de o senador estar fazendo oposição ao governo Cabral, do qual fez parte. “Ora, como se pode ser oposição a um governo do qual se faz parte efetivamente? Lindbergh quer apenas iludir a população, fingir que é oposição ao seu amigo Cabral com quem trocava beijos e abraços até pouco tempo atrás, mas sem perder as boquinhas que tem no governo do estado”, concluiu.

Gustavo Matheus fmanha.com.br

sexta-feira, 12 de abril de 2013

DIGA NÃO A PEC 37

PEC-37
Contrário a PEC 37 que tramita na Câmara Federal, com o objetivo de tirar o poder de investigação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, o movimento “Brasil contra a impunidade” (aqui e aqui), em Campos, promoveu um ato na FDC, na última terça, dia 9, organizado pelo diligente promotor Victor Queiroz, como a Folha Online noticiou aqui, em reportagem da Suzy Monteiro. Mas como a mobilização à nível nacional só termina hoje, ainda dá tempo para se inteirar mais sobre essa famigerada Proposta de Emenda à Constituição, emblematicamente por obra e graça de um delegado de Polícia Civil eleito deputado federal pelo PT do B do Maranhão, como informou aqui o Ricardo André Vasconcelos, com apoio igualmente emblemático do PT posto a nu pelo Mensalão.
Não por outro motivo, seguem abaixo as análises do assunto sob o ponto de vista de dois craques da área jurídica goitacá, Cleber Tinoco e José Paes Neto, frontalmente contrários à PEC 37, mesmo que as denúncias investigadas e evidenciadas por ambos, no trabalho coletivo e pela coletividade do Observatório de Controle do Setor Público, sejam no mais das vezes solenemente ignoradas pelas duas esferas do Ministério Público de Campos…
Cléber Tinoco
Por Cleber Tinoco, em 10-04-2013 – 16h14
O movimento contra a PEC 37 tem o meu total apoio. Este projeto confere em caráter privativo à polícia civil e federal a apuração das infrações penais.
O perigo reside justamente aí: não confia apenas a presidência do inquérito policial às polícias civil e federal, mas vai além para, em caráter privativo, atribuir a tais polícias a “apuração das infrações penais”.
Os defensores do projeto, com clara reserva mental e até distorcendo noções do Direito vigente, tentam minimizar as consequências da aprovação da PEC.
O projeto é um retrocesso, porque outros órgãos com poder de investigação ficarão de mãos amarradas, torcendo para que o trabalho da polícia seja bem conduzido e esteja livre de interferências políticas, o que na prática é impossível. Aliás, sobre estas interferências políticas, todo mundo sabe que é comum a “punição geográfica” da autoridade policial que contrarie, direta ou indiretamente, seus superiores hierárquicos. De fato, não tem a autoridade policial as garantias da inamovibilidade ou da independência funcional que permitem ao membro do MP atuar com a necessária liberdade na persecução penal.
O projeto não aprimora a persecução penal, foi concebido para atender interesses de classe, sobretudo para facilitar a vida de alguns políticos, incomodados pela atuação do MP. Chamo a atenção para alguns inconvenientes, sem a pretensão de esgotá-los:
a) restringe o poder investigatório do Estado, na medida que afasta outros órgãos legitimados da investigação, a ponto de viciar qualquer investigação iniciada fora do inquérito policial, por exemplo, pelo MP e por órgãos como Receita Federal, COAF etc.
b) suprime ou torna ineficaz atos investigatórios procedidos por particulares, inclusive da mídia. O particular, conquanto desprovido da potestade pública, não está proibido de investigar.
c) suprime ou torna ineficaz o direito do réu de realizar atos investigatórios em sua defesa;
d) aumentará a ineficiência estatal no combate ao crime, na medida em que reduzirá o número de agentes públicos envolvidos com apuração das infrações penais, proporcionando o aumento da impunidade e do número de infrações penais.
e) aumentará o gasto público, porque exigirá maiores investimentos para aparelhar o Estado, a partir do afastamento dos vários órgãos públicos (MP, Receita, Coaf, etc) da investigação penal.
Sem embargo de tantas impropriedades e inadequações, o projeto  é tende a abolir direito de defesa do réu, o que, por si só, já o torna inconstitucional.
Por José Paes, em 11-04-2013 – 13h34
Abaixo, meu artigo publicado na versão impressa da Folha de 11/04.
A discussão em torno da Proposta de Emenda Constitucional 37 nos leva a refletir que tipo de nação queremos para um futuro nada longínquo. Referida proposta quer tirar o poder de investigação criminal do Ministério Público. É um retrocesso sem igual e trará enormes prejuízos para a democracia brasileira. A PEC 37 também enfraquece o papel fiscalizador de instituições como Banco Central, Previdência Social, IBAMA, Receita Federal, entre outros.
A proposta em trâmite no Congresso Nacional vai de encontro à tendência no mundo inteiro. Os países mais desenvolvidos têm aprimorado os mecanismos de controle social. Há inúmeros casos de investigações bem sucedidas quando as diligências são realizadas em parceria com outros órgãos. Na última terça-feira (09.04) mesmo, as Polícias Federal e Civil, de diversos Estados, em parceria com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, realizaram uma série de prisões, demonstrando os benefícios que as investigações conjuntas trazem ao combate dos crimes, em especial a corrupção.
Apenas Quênia, Uganda e Indonésia – países devastados por movimentos ditatoriais sangrentos – não permitem investigações por meio de seus MPs. Não podemos permitir que o Brasil seja mais um nesta restrita lista.
Nos últimos anos, demos passos importantes para ampliar a transparência e o controle social a partir de aprovação de propostas como a Lei da Ficha Limpa e Lei de Acesso à Informação. A sociedade teve um papel importante ao pressionar seus representantes para que defendessem tais medidas. Outra vez será necessário o engajamento de todos para sensibilizar os parlamentares com a finalidade de derrubar a PEC da Impunidade. Se a proposta fosse votada hoje em Plenário, haveria possibilidade real de aprovação.
Não podemos desmerecer o papel da polícia, mas concentrar em suas mãos todo o trabalho de investigação criminal, impedindo que o MP, responsável pelo ajuizamento da ação penal, o faça, é no mínimo improdutivo. A quem interessa essa limitação? A quem interessa a PEC da impunidade? Não podemos permitir que meia dúzia de políticos corruptos, preocupados em difundir a impunidade, desmontem toda uma instituição e o trabalho de excelência por ela realizado.
O MP tem colaborado de forma inequívoca nas investigações referentes às improbidades administrativas. Isso tem inibido ações criminosas e mais zelo pela “coisa pública” em todo o País. É necessário, portanto, articulação de toda a sociedade para que o Congresso Nacional derrube a PEC 37.
Temos de lutar por medidas que fortaleçam os princípios democráticos e ampliem instrumentos de controle social no nosso País, jamais pela sua limitação. Espero que a sociedade campista compre essa briga. Se a situação em nossa cidade já é ruim com um Ministério Público forte, imagine como ficaremos sem ele.

Campos dos Goytacazes: Assistência reduzida a portadores de HIV

 

Desde o final de janeiro, o Programa Municipal DST/Aids/Hepatites virais vem tentando adequar a demanda dos pacientes ao número reduzido de seus funcionários. A redução do efetivo do programa se deve à demissão de pelo menos sete profissionais treinados para atender aos assistidos — dentre eles psicólogos e assistentes sociais — para que funcionários concursados sejam contratados. Mas a situação já vêm provocando reclamações entre os pacientes, que se queixam da queda na qualidade do atendimento. Dentre as mudanças ocorridas, está uma nova grade de horários de atendimento e a redução de 600 exames de HIV mensais para 430.
Segundo um paciente atendido pelo programa, o número atual de funcionários do local não está sendo suficiente para fornecer o apoio adequado aos portadores da doença.
— Precisei ficar esperando três horas para perder a paciência e ir embora porque tinha outros compromissos, sem conseguir marcar uma consulta com um psicólogo. Além de mim, tem muita gente lá enfrentando a mesma situação. Desde que houve a demissão desses profissionais, o programa tem tido dificuldade em atender todo mundo. Tem mulheres grávidas esperando horas para marcar horário de exames de HIV. Os horários mudaram e o atendimento ficou todo ruim e embolado — contou um atendido.
De acordo com o coordenador do programa, Alexandre Sereno, o problema com a redução do efetivo já teria sido contornado após a adaptação do quantitativo do órgão ao número de profissionais.
— Para o profissional executar as ações deste órgão, é preciso primeiro que ele seja treinado. É uma característica do nosso programa. Eu não poderia colocar de imediato qualquer funcionário no lugar dos demitidos, mas já fizemos um ajuste nos horários.
Passamos a atender 30 pessoas em busca de exame de HIV por turno, ao invés de 60. Antes, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) estava disponível de segunda à sexta, das 7h às 12h e das 17h às 22h. Agora esse serviço está sendo realizado pela manhã às segundas, quartas e sextas, e à noite nas terças e quintas. Nos primeiros 15 dias desde a demissão, tivemos reclamações de várias pessoas, mas pelo que estou avaliando no dia-a-dia, esta demanda diminuiu — informou.
A equipe da Folha buscou um posicionamento da Secretaria de Saúde, mas por conta do horário, não conseguiu resposta até o fechamento desta edição.

Ciro Mariano fmanha.com.br

terça-feira, 9 de abril de 2013

PCdoB pede votação da redução de carga horária de enfermeiros


Os deputados do PCdoB defenderam, nesta terça-feira (9), que seja colocado em votação no Plenário da Câmara o Projeto de Lei que fixa em 30 horas a carga de trabalho semanal de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras. Cerca de 10 mil enfermeiros fizeram hoje caminhada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pedindo a aprovação da matéria.


Agência Câmara
PCdoB pede votação da redução de carga horária de enfermeiros  A deputada Jandira Feghali mediou audiência da categoria com o Presidente da Câmara.
Após a caminhada, os profissionais de Enfermagem participaram na Comissão de Legislação Participativa da Câmara seminário sobre a regulamentação da jornada de trabalho dos profissionais de enfermagem.

No setor privado, a carga de trabalho da categoria hoje é a da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), fixada em 44 horas semanais. No setor público, muito estados e municípios já adotam 30 horas. A intenção do projeto é assegurar isonomia dessa categoria com outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Segundo a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Solange Caetano, a categoria é uma das que mais adoecem no Brasil. “Temos uma taxa de afastamento por causa de doenças que vem da sobrecarga e da falta de contratação do número adequado de profissionais”, reclama Solange.

Enquanto a líder do PCdoB na Câmara, deputada Manuela d´Ávila (RS) defendia na reunião do Colégio de Líderes a inclusão do projeto na pauta do Plenário da Câmara, os deputados do PCdoB faziam, em discurso no Plenário, a defesa da votação da matéria.

O deputado João Ananias (CE) e Jandira Feghali (RJ), ambos médicos, destacaram o tempo de 13 anos que a categoria aguarda para votação do projeto. “São 13 anos, repito, 13 anos de espera por uma justa, merecida redução de carga horária. O trabalho de cuidadoras, que nós, médicos, não sabemos fazer, elas, as enfermeiras, fazem muito bem”, disse Ananias.

Aproveitando a presença das enfermeiras na casa, Ananias fez apelo ao Presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN) para que inclua o PL novamente na pauta. “A natureza do seu trabalho, exaustivo e estressante requer um tratamento diferenciado, como já vem sendo dispensado a outras categorias. Não entendo tanta resistência ao PL 2295, que busca corrigir uma injustiça com a Categoria de Enfermagem, que tanto tem feito pela saúde”, concluiu o parlamentar.

De Brasília
Márcia Xavier