quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cláudio Guerra: um matador que se diz em busca da paz

Ex-delegado do DOPS afirma que resolveu confessar seus crimes na ditadura depois de se converter à igreja evangélica

Tales Faria, iG Brasília | - Atualizada às
Delega admite crimes da durante a Ditadura em pregação na igreja
O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Político Social) do Espírito, Santo Cláudio Antônio Guerra, afirma que resolveu confessar seu envolvimento em crimes durante a ditadura militar devido a um conflito de consciência.
Após passar sete anos na cadeia sob acusação de ter matado um bicheiro, Cláudio Guerra converteu-se ao cristianismo e, hoje, aos 71 anos, é um preletor da Igreja Assembleia de Deus que costuma citar em suas pregações o seus “pecados do passado”.
Leia também: “Delegado Fleury foi morto pelos militares"
Os jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto contam, no livro “Memórias de uma guerra suja”, que Cláudio Guerra tornou-se famoso no início dos anos 70 no Espírito Santo como um ardiloso e implacável combatente da bandidagem às custas de mais de 35 execuções de acusados de crimes comuns.
Ele próprio confessa outras 40 mortes anteriores “de pistoleiros e lideranças camponesas”, no início da carreira policial em Minas Gerais.
“Se lá (em Minas) servi às elites rurais, (aqui) no Espírito Santo prestei serviço às suas elites políticas”.
Os jornalistas afirmam que era comum Guerra ser homenageado e cortejado pelo mundo político e empresarial. Seu gabinete no DOPS era frequentado por dois governadores do período da ditadura militar: Élcio Álvares e Eurico Rezende.
Mas as suspeitas de que teria matado uma colunistas social dos jornais locais acabaram atraindo a mídia nacional para o Estado. E a imagem do delegado se deteriorou. O próprio Rogério Medeiros foi autor de uma reportagem demolidora contra o delegado no “Jornal do Brasil”.
Guerra terminou preso pelo assassinato do bicheiro Jonathas Borlamarques de Souza – que ele diz ter sido morto por outro policial a mando de dois coronéis que comandavam a Secretaria de Segurança e o Departamento de Polícia.Obteve ainda uma condenação a 18 anos – que está suspensa judicialmente – pelas mortes de sua primeira esposa e da cunhada.
Mas ele também afirma não ter participado desses dois assassinatos.Ao longo do livro, no entanto, o velho delegado admite muitos outros assassinatos.“Fui condenado por um crime que não cometi. Mas mereci a condenação pelos meus outros crimes”, costuma dizer em suas preleções evangélicas.
“Na cadeia eu passei a conhecer Jesus. Ao me aprofundar no conhecimento da palavra do Senhor, vi a necessidade de caminhar para além do perdão. E assim resolvi vir a público revelar todos os meus atos quando trabalhei em favor do regime militar. Aquilo que para mim era matar um inimigo ficou claro, com Jesus, não passar de crime hediondo.”

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sujeira para todo lado: Delta e Garotinho

Levantamento aponta doações da Delta a campanha de aliados de Garotinho


A relação entre a empreiteira Delta e o governo do Estado do Rio de Janeiro é antiga e teria beneficiado inclusive o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ). De acordo com reportagem do Contas Abertas, a construtora teria feito doações para campanhas eleitorais no Estado do Rio de Janeiro de candidatos a prefeito, vereador e deputado federal ligados ao ex-governador. O levantamento foi feito com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O levantamento apontou ainda que a Delta doou R$ 4,4 milhões a partidos e políticos em campanhas eleitorais desde as eleições de 2002. Do total, conforme dados do TSE, R$ 2,3 milhões foram destinados especificamente ao PMDB, tanto por meio de contribuições diretas a comitês financeiros municipais e o diretório nacional, quanto a candidatos a prefeito, vereador, deputado estadual e federal.

Entre eles, Eduardo Cunha teria recebido R$ 10,1 mil para sua campanha à Câmara Federal pelo PPB-RJ em 2002. Hoje ele é deputado federal pelo PMDB-RJ.

Cunha foi presidente da Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro (Telerj) de 1991 a 1993. Em 1999, foi subsecretário de Habitação do Governo do Rio, no governo de Anthony Garotinho (1999-2001), e depois assumiu a presidência da Companhia Estadual de Habitação do Rio de Janeiro (CEHAB), até 2000. O deputado estadual pelo PPB-RJ, Fábio Francisco da Silva também recebeu doação de R$ 10,1 mil. Silva foi diretor de Desenvolvimento Comunitário e de Assuntos Fundiários durante o governo Garotinho.

Embora outros partidos também tenham recebido repasses, a lista de beneficiados das doações é maior no PMDB. O candidato à Prefeitura de Duque de Caixias, Washington Reis, recebeu R$ 12 mil. Já o candidato à prefeitura de São João de Meriti-RJ, Uzias Mocotó, que tinha o apoio do então secretário estadual de Segurança, Anthony Garotinho, na época do PMDB, recebeu doações de R$ 5,6 mil. O candidato a vereador pelo município do Rio de Janeiro, Theófilo Guedes da Silva, contabilizou repasses de R$ 182,1 mil.

Outro que também tinha o apoio de Garotinho foi Geraldo Pudim, que recebeu R$ 300 mil em doações da Delta. Em 2006, Pudim cujo slogan de campanha era " votar no Pudim é votar no Garotinho"  se elegeu deputado federal.

Na lista de beneficiados pela empresa de Fernando Cavendish, há pelo menos dois prefeitos que tiveram mandatos cassados pelo MP, segundo o Contas Abertas. Um deles é Gedeon de Andrade Antunes ? que recebeu R$ 18,5 mil ?, eleito pelo PSC à Prefeitura de Seropédica (RJ), em 2004, e cassado em 2006. O outro foi Riverton Mussi, do PSDB, candidato à Prefeitura de Macaé-RJ naquele ano ? quando recebeu R$ 120 mil da Delta.

Apesar da ligação com o partido no estado do Rio, contudo, também há repasses (R$ 490 mil ao todo, englobando 2004 e 2008) para candidaturas aos cargos de vereador e prefeito pelos municípios de Ji-Paraná-RO, Teresina-PI, Santa Maria-RS, Jequié-BA, Porto Alegre-RS, Caxias do Sul-RS e Ariquemes-RO, pelo PMDB; São Paulo-SP (R$ 415 mil, em 2004), pelo PT; Cariacica-ES (R$ 30 mil, em 2004), pelo PL, atual PR; Coari-AM (R$ 100 mil, em 2008); Itacoatiara-AM (R$ 100 mil, em 2008), pelo PR.

Fonte: Estadão

A ONG Orquestrando a Vida pede socorro!

A ONG Orquestrando a Vida paralizará as suas atividades por falta de investimento para a manutenção das atividades, que hoje atende a 750 crianças e jovens da cidade de Campos e região.
- Não temos mais como sustentar um movimento como este. É triste dizer que chegou ao fim um trabalho de 16 anos que levou o nome da cidade de Campos ao Carnegie Hall em Nova York, disse Jony William.
Os alunos, pais, professores e amigos realizam no próximo dia 09 de maio às 17h um manifesto na praça principal da cidade de Campos (Praça São Salvador), que esta sendo chamado pelos organizadores de “Grande Ensaio Aberto”. Este ensaio será o último ensaio dos grupos sinfônicos pertencente a Orquestrando a Vida se não ocorrer um socorro imediato à instituição.


PARTICIPE! VENHA NOS AJUDAR!



terça-feira, 1 de maio de 2012

Torcedores e pilotos lembram Ayrton Senna


Há 18 anos, Ayrton Senna morreu na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, no autódromo de ímola, Itália, a 300 quilômetros por hora, passa direto pela curva Tamburello e bate no muro de concreto. A imagem ficou gravada na memória dos brasileiros, que hoje homenagearam o ídolo no Twitter. Em S. Paulo, exposição lembra trajetória do piloto.


divulgação

Clubes importantes lembraram suas vitórias e sua importância para o esporte brasileiro. "No peito do piloto corajoso, batia um coração corinthiano. Nas arquibancadas você sempre será lembrado!", declarou a Gaviões da Fiel. O piloto chegou a correr com a camisa do time por baixo do macacão.


Frases ditas pelo campeão foram reproduzidas pelos internautas: "Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si."   

pilotos e ex-pilotos também usaram o serviço de microblogs Twitter para homenagear o tricampeão de F1. Felipe Massa, da Ferrari, lembrou a data, dizendo que a mesma marcava "18 anos da morte do nosso maior ídolo". Já Bruno Senna --sobrinho de Ayrton e que pilota para a Williams, equipe da qual o tricampeão fazia parte em 1994-- disse que o tricampeão continuava inspirando-o a cada momento.

Já o bicampeão da F1 e campeão da Indy Emerson Fittipaldi disse que Senna é um "ídolo para sempre" --expressão usada também por Tony Kanaan.

O piloto inglês Martin Brundle, que foi rival do brasileiro na Fórmula 3, não só homenageou Senna como também colocou em sua conta uma foto dos dois na Inglaterra, na época em que disputavam o título da categoria.

Os ex-pilotos de F1 Alexander Wurz e Nick Heidfeld também fizeram suas homenagens ao piloto --enquanto o austríaco perguntou "como podemos esquecer esse fim de semana", referindo-se não só à morte de Senna, mas também ao do compatriota Roland Ratzenberger, no dia anterior, o alemão disse o brasileiro foi "uma inspiração para muitos, e uma pessoa que gostaria de ter conhecido pessoalmente".

A equipe McLaren, onde Senna conquistou seus títulos na F1, postou em sua conta no Twitter um vídeo com Senna testando um carro esportivo no circuito de Suzuka, no Japão --justamente onde o brasileiro sagrou-se campeão em 1988, 1990 e 1991, além de conquistar o vice em 1989.

Durante o dia, a hastag Ayrton Senna ficou entre os três primeiros lugares no trend top do twitter.

Reveja a imagem emocionante da vitória no autódromo de Interlagos, em 1993, que o colocou em primeiro lugar no campeonato de F1:






Da redação com Folhaonline

Luta, unidade, organização e solidariedade!

1º de Maio, dia de luta da classe trabalhadora


Primeiro de Maio. Dia dos Trabalhadores, data universal de toda a classe. Dia da classe operária de todos os países, de suas lutas, agruras e vitórias. Dia da unidade de ação, de reafirmação de compromissos, de descortino de perspectivas, politização das lutas, vislumbre de novos horizontes de desenvolvimento social e político e luta por uma nova sociedade. Dia de relembrar combates e batalhas vividos e os heróis de sempre no enfrentamento contra a opressão e exploração capitalistas.


Nunca é demais relembrar os fatos que estão na origem da designação do 1º de Maio como dia dos Trabalhadores.

Em 1885, associações de trabalhadores dos Estados Unidos convocam uma greve para o dia 1º de Maio de 1886, reivindicando a jornada de oito horas, o que dá origem a um ascenso das lutas operárias, reprimidas a ferro e fogo. No dia 1º de Maio realiza-se em Chicago uma manifestação de dezenas de milhares de grevistas. Dias depois, 4 de maio, durante um comício de solidariedade com os trabalhadores de uma empresa onde a repressão causara numerosos mortos e feridos, provocadores fazem explodir uma bomba, resultando na morte de policiais e trabalhadores e dando início a uma repressão generalizada. Oito líderes dos trabalhadores, que passam á história como os “mártires de Chicago”, são condenados numa farsa judicial como os principais responsáveis pelos acontecimentos de 4 de Maio. Quatro deles são enforcados em 11 de Novembro de 1887.

Para homenagear os “mártires de Chicago”, o Congresso fundador da Internacional Socialista, reunido em Paris em 14 de Julho de 1889 - centenário da Revolução Francesa - propôs a proclamação do 1º de Maio como Dia Internacional do Trabalhador. Em 1º de Maio do ano seguinte, essa manifestação simultânea teve lugar em diversos países, a primeira ação unitária da classe operária, materializando a consigna do Manifesto Comunista - “Proletários de todos os países, uni-vos!”.

Desde então – e já se vão 122 anos - o dia 1º de Maio ficou caracterizado como o dia de luta de todos os trabalhadores. Com o passar do tempo, não apenas a luta pela jornada de 8 horas, mas pelo conjunto das reivindicações econômicas, sociais e políticas dos trabalhadores, pela sua afirmação como classe independente no terreno da luta social e política, por sua organização sindical e política, intervenção eleitoral, por democracia, contra o fascismo, o imperialismo e a guerra, pela justiça, o progresso e a paz, por uma sociedade livre da opressão e exploração capitalistas.

A partir da vitória da Revolução de Outubro de 1917 e a sucessão de acontecimentos revolucionários no século 20, o 1º de Maio passou a ser também uma data de afirmação do internacionalismo proletário e da luta pelo socialismo, do fortalecimento da organização popular, da aliança das classes oprimidas e do afiançamento do partido comunista como força dirigente da luta da classe trabalhadora.

Nos últimos anos, o 1º de Maio é celebrado pelos trabalhadores num ambiente político, econômico e social adverso, em meio a inusitada regressão de conquistas e brutal ofensiva por parte da burguesia monopolista e financeira reacionária em todo o mundo contra os direitos dos trabalhadores. Em profunda e inarredável crise sistêmica, as classes retrógradas que comandam o capitalismo percorrem o caminho da barbárie e atiram sobre os ombros de quem trabalha o pesado ônus da abismal situação em que se encontra.

Indistintamente, as políticas em prática em todas as latitudes são as neoliberais e conservadoras, de desregulamentação financeira, privatizações, liberalização dos mercados, especulação, parasitismo, que têm como contraface a privação de direitos dos trabalhadores, a deterioração do seu padrão de vida, a degradação geral da sociedade.

Campeiam o desemprego, a precariedade, intensificam-se os mecanismos de extração de mais-valia e exploração do trabalho, deteriora-se o poder de compra dos salários, atacam-se conquistas históricas como os direitos previdenciários. Crescentemente, os governos burgueses afastam-se das suas obrigações essenciais de prover os serviços públicos, saúde, educação, infraestrutura urbana - tudo privatizado e transformado em mercadoria.

Este cenário de crise e ofensiva contra direitos sinaliza quanto são graves as ameaças que pesam sobre os trabalhadores, oriundas do sistema capitalista opressor. Ameaças que se tornam ainda mais perigosas quando acrescidas pela ofensiva política e militar das potências imperialistas, traduzidas por ações intervencionistas, guerras de rapina, brutais atentados à paz, à segurança internacional , à soberania de povos e nações.

A América latina vive há mais de uma década um novo ciclo político, no qual está inserido também o Brasil. Resultado do acúmulo de lutas, este ciclo materializa-se em conquistas democráticas e patrióticas, em que o combate contra as injustiças sociais e à dominação imperialista avança, elevando pedagogicamente a consciência política dos trabalhadores e dos povos. Mas seria grosseiro equívoco imaginar que por um passe de mágica, transformamo-nos em uma ilha de tranquilidade e no ambiente propício à conciliação de classes, viabilizada por meio de medidas econômicas tenocráticas.

O 1º de Maio é o momento em que falam mais alto os trabalhadores, em que sua voz se transforma em brado e chamamento à emancipação. Em face da crise do capitalismo e da ofensiva das classes dominantes conservadoras e retrógradas, é indispensável afirmar a luta, a unidade, a organização, a solidariedade e a perspectiva de ruptura dos trabalhadores com o sistema opressor. Celebrar o 1º de Maio é promover a pedagogia dos oprimidos e conscientizá-los de que só a luta anticapitalista e anti-imperialista abrirá caminho à sua emancipação.

Por óbvio, não é uma luta imediatista, a realizar e vencer de um só golpe. É luta de longo fôlego, que exigirá lucidez, maturidade política, discernimento ideológico, clareza de propósitos, domínio e manejo de adequados procedimentos e meios estratégicos e táticos.

Viver com intensidade o novo ciclo político que o país e a América Latina estão atravessando faz parte do processo de acumulação de forças e é o campo de prova em que os trabalhadores farão seu aprendizado na prática e viverão a própria experiência, lutando por reivindicações concretas, conquistando espaços, acumulando vitórias e construindo seus instrumentos organizativos na esfera política.

A esquerda, as forças que se reivindicam como portadores dos ideais socialistas e comunistas, têm imensas responsabilidades nesse processo. Para elas o 1º de Maio é também um momento de aprendizado, reflexão e orientação. Justas diretivas no sentido da unidade e da luta combativa com perspectiva classista constituem um dos fatores decisivos para o êxito no processo de acumulação revolucionária de forças.

Editorial do Vermelho

Em mensagem, Dilma critica lógica perversa do setor financeiro


Em pronunciamento veiculado em rede nacional de rádio e TV na noite desta segunda-feira (30), alusivo ao 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, a presidente Dilma Rousseff criticou os bancos pelas exorbitantes taxas de juros que praticam nas operações de crédito.


A presidente disse que, além de cuidar da economia, quer ser conhecida pela defesa da capacitação profissional do trabalhador brasileiro. “Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas aquela que cuida, em especial, do desenvolvimento das pessoas”, afirmou.

Uma das iniciativas nesse sentido, segundo Dilma, é a concessão de bolsas para 100 mil brasileiros estudarem em universidades estrangeiras por meio do Programa Ciência sem Fronteira, que a presidente chamou, no pronunciamento, de Brasil sem Fronteira. A capacitação profissional, continuou a presidente, contribui para a luta contra a pobreza extrema, a conquista de melhores salários e, consequentemente, permite ao trabalhador ter acesso a mais bens e serviços.

Dilma cobrou dos bancos privados mais esforços para reduzir as taxas de juros cobradas em empréstimos, cartões de crédito e no cheque especial. E aconselhou o brasileiro a procurar os bancos que ofereçam as taxas mais baixas.

“É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo. Esses valores não podem continuar tão altos. O Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”, disse Dilma.

Para a presidente, com a queda da taxa básica de juros e a inflação estável, os bancos privados estão sem argumento para explicar a manutenção dos altos juros cobrados dos clientes. “O setor financeiro, portanto, não tem como explicar essa lógica perversa aos brasileiros. A Selic baixa, a inflação permanece estável, mas os juros do cheque especial, das prestações ou do cartão de crédito não diminuem”.

De acordo com a presidente, somente quando os juros nacionais chegarem ao patamar das taxas internacionais, a economia brasileira “será plenamente competitiva”, saudável e moderna.

Para fortalecer a economia do país e estimular a abertura de vagas de trabalho, Dilma citou que, no seu governo, retirou impostos incidentes sobre a folha de pagamento, “dando mais alívio ao empregador e mais segurança ao empregado”. E defendeu a necessidade de se investir em educação de qualidade "em todos os níveis" e, também, na qualificação e treinamento dos trabalhadores.

No pronunciamento que fez para comemorar o Dia do Trabalho (1º de maio), a presidente Dilma Rousseff também garantiu que irá combater “malfeitos e malfeitores”.

Com informações da Agência Brasil