quinta-feira, 5 de abril de 2012

É chocolate: Goyta goleia Juventus na segundona do carioca


Silésio CorreaA Páscoa contagiou os jogadores do Goytacaz nesta noite de quarta-feira (04) no Aryzão ao golear o Juventus por 6 a 0 e assim garantir o chocolate aos torcedores que viram a melhor exibição do time na Segundona. Os gols foram marcados por Wandinho, Jocian, Jessé, Léo Santos e Gilmax, duas vezes.

O Alvianil partiu para cima e poderia abrir o placar aos 8min, mas Wandinho perdeu gol incrível. Mas o jovem meia-atacante se redimiu aos 12min quando abriu o placar, após bom passe do meia Jocian. O Juventus teve chance de empatar com o atacante Diego Raçudo, mas Espíndula quando exigido esteve bem. O Goytacaz ainda teve um pênalti a seu favor ignorado pela arbitragem.

Se o primeiro tempo foi razoável, o segundo porém foi excelente para o Alvianil que logo aos 4min fez o segundo com Jocian que ganhou a bola na raça, partiu para área e chutou na saída do goleiro. Aos 9min, Jessé perdeu gol incrível ao chutar no travessão com o gol vazio. Mas aos 12min, Maxwell faz boa jogada cruza rasteiro e Jessé aparece para marcar o terceiro.

Vencendo por 3 a 0 o Goyta diminuiu o ritmo, mas mesmo assim quando chegava leva perigo ao gol adversário. Aos 37min, o lateral Renan dormiu, Gilmax roubou a bola tocou para Wandinho que devolveu a bola, em seguida Gilmax cruzou na medida para Léo Santos marcar o quarto. E o placar não estava definido, aos 41min, Gilmax marcou o quinto, após bom cruzamento de Tiago e aos 44, Gilmax fechou o placar, após Wandinho roubar a bola e chutar na trave no rebote Gilmax manda para o fundo da rede.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Caio Botelho: O olhar dos estudantes sobre o PNE


Está tramitando no Congresso o Plano Nacional de Educação (PNE), projeto de lei que tem o objetivo de delinear os rumos da educação brasileira até o ano de 2020. No total, são apresentadas 10 diretrizes e 20 metas que, grosso modo, definem o que será (de acordo com os objetivos do governo) o nosso sistema educacional daqui a quase 10 anos.

Por Caio Botelho*



Essas metas são subdivididas em uma série de “Estratégias”, que têm a finalidade de apontar o caminho a ser percorrido para que as metas sejam cumpridas.

Não se trata, portanto, de um debate de menor importância. Pelo contrário: o resultado das discussões em torno do PNE pode apontar se a educação brasileira terá avanços consideráveis no próximo período, se ficará parada no mesmo lugar, ou mesmo se irá andar para trás depois de anos experimentando um importante ciclo de avanços.

É fundamental ressaltar ainda que a elaboração do Plano não decorre de um simples ato de vontade do governo. Trata-se de uma exigência constitucional, prevista no artigo 214 da Constituição Federal de 1988. Entretanto, a quais interesses o PNE atenderá é que é um campo aberto, em disputa entre setores mais conservadores, pouco afeitos à defender os interesses da maioria dos brasileiros, e outros mais avançados, que entendem a importância do fortalecimento da educação (especialmente a pública) para a realização de um projeto mudancista que leve o Brasil a um virtuoso e permanente ciclo de desenvolvimento.

É nesse último campo que se encontram as entidades nacionais do movimento estudantil: a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG). O texto original do PNE enviado pelo governo ao Congresso Nacional ainda está em discussão, e o seu resultado deve ser fruto de um amplo debate que deve envolver toda a sociedade, especialmente o movimento educacional. Naturalmente, as entidades estudantis, que já deram tantas contribuições ao país, não deixariam de imprimir as suas marcas nessa discussão de dimensões históricas.

Além do mais, a proposta original do governo não atende em sua plenitude as demandas do movimento estudantil, ainda que traga avanços importantes, especialmente se comparados ao PNE anterior, elaborado na era FHC e destruído pela sanha neoliberal. Não é a toa que a UNE, UBES e ANPG apresentaram 59 emendas ao projeto, sendo que 33 delas são aditivas, que buscam inserir no PNE elementos que inicialmente não foram abordados, e 26 emendas modificativas, que pretendem alterar para melhor questões apresentados na primeira versão.

O objetivo das próximas linhas é tratar de algumas dessas propostas dos estudantes, muito embora essa discussão necessite de uma análise mais profunda, que certamente não conseguiremos fazer aqui.

10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação

Quando se fala em fortalecer a educação, especialmente a rede pública, a discussão passa obrigatoriamente pela questão do financiamento. Em que pese o fato de o orçamento do Ministério da Educação ter crescido de 3,9% do PIB (Produto Interno Bruto – a soma de todas as riquezas produzidas pelo Brasil) em 2000 para 5,1% do PIB em 2011, fruto de muita pressão do movimento educacional e de uma concepção mais avançada por parte do governo federal, é fato que esse valor ainda é insuficiente para atender às necessidades existentes, que passam por salários decentes para professores e funcionários, boas estruturas físicas de Escolas e Universidades, incentivo à pesquisa e extensão, garantia de acesso e permanência dos estudantes, entre muitas outras.

Mas o projeto original ainda é tímido nesse sentido. A proposta do governo é de, até o ano de 2020, chegar a 7% do PIB investido nesse setor. No que diz respeito ao Fundo Social do Pré-Sal (importante iniciativa do governo Lula que garante que as riquezas oriundas da extração de petróleo na região do Pré-Sal sejam investidas em áreas estratégicas como educação, cultura e ciência e tecnologia) o PNE apenas cita a possibilidade de usar recursos desse Fundo na educação, sem definir um percentual. Ora, se essa proposta for mantida do jeito que está, ficaremos novamente dependentes da boa vontade dos governos em investir mais ou menos nessa área.

E isso é ruim. Justamente por isso as entidades estudantis propuseram algo diferente: em suas opiniões, para o país atender à crescente demanda, é preciso alcançar o patamar de 7% não em 2020, mas imediatamente, e até o ano de 2014 chegarmos aos 10% do PIB investidos na educação. No ano da Copa do Mundo de futebol, não haveria conquista maior para o Brasil do que essa.

E para ajudar a alcançar esse patamar, metade do Fundo Social do Pré-Sal deverá ser destinado à educação. É bom lembrar que essa proposta já havia sido aprovada anteriormente pelo Congresso Nacional, quando da discussão sobre a lei do Fundo Social, mas foi vetada pelo então presidente Lula. Agora, a luta é para aprovar novamente essa ideia no Congresso e pressionar a presidenta Dilma para que mantenha essa iniciativa.

Naturalmente, os setores mais conservadores já se mobilizam contra essa medida. Acham um absurdo que 10% das riquezas produzidas pelo povo brasileiro sejam utilizadas para ajudar no desenvolvimento do país (para o qual a educação é essencial). São os mesmos que acreditam ser natural que dezenas de bilhões de reais (constituídos, repetimos, pela riqueza produzida com o suor dos nossos trabalhadores), sejam utilizados para alimentar a roda da agiotagem promovida pelo capital financeiro. Apenas em 2011, 44% de nosso PIB foi destinado a pagar juros da dívida brasileira – um disparate quando comparamos com o percentual investido em educação.

Regulamentação do ensino pago
Se alguém quiser pisar no calo da turma que trata a educação como balcão de negócios, uma mercadoria exposta numa prateleira e pronta pra ser vendida, basta colocar na pauta das discussões a questão da regulamentação do ensino pago. Novamente, UNE, UBES e ANPG enfrentam o debate sem nenhum receio de se contrapor aos interesses dos que lucram bilhões com algo que, antes de tudo, deveria ser tratado de fato como um direito fundamental de todo brasileiro.

E nesse quesito o governo federal tem sido um tanto quanto omisso nos últimos anos. Se é verdade que algumas iniciativas de fortalecimento do ensino público foram adotadas, também é certo que quase nada foi feito para regulamentar a rede privada, deixando os tubarões do ensino correrem soltos, muitas vezes prestando uma educação de péssima qualidade.

E a proposta original do PNE reflete bem isso. Nas 10 diretrizes, 11 artigos, 20 metas e 191 estratégias, nenhuma, mas absolutamente nenhuma linha é dedicada a tratar do ensino pago (!). É como se a educação privada não existisse aos olhos do governo.

Mas as entidades estudantis tratam do assunto, e com propriedade. Cerca de oito emendas propostas pelos estudantes abordam essa questão. A primeira delas, de forma audaciosa, pretende inserir a regulamentação do setor privado da educação entre as diretrizes do Plano, mais exatamente no artigo 2º do projeto de lei.

E aí seguem outras iniciativas do gênero, como a de utilizar o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES) como critério de avaliação do desempenho das Instituições privadas. Hoje, essas Instituições contam com poucos instrumentos de aferição da qualidade do ensino, transferindo para o estudante a responsabilidade pela má educação recebida, o que ocorre de forma muito clara com os tais Exames de Ordem. Além disso, as entidades propõem que o Ministério da Educação, com o apoio do Conselho Nacional de Educação e do Fórum Nacional de Educação, regulamente a oferta de vagas na rede privada. Tal iniciativa nasce da ideia de que essa oferta deve atender a demandas reais da sociedade brasileira, e não interesses mercadológicos, como ocorre hoje em dia.

Outro ponto importante trata da circulação de capital estrangeiro nas Universidades nacionais que, na opinião dos estudantes, deve ser integralmente proibido. Essa posição nasce basicamente de duas necessidades: primeiro, defender a soberania nacional, já que muitas vezes a relação promíscua de Instituições de ensino brasileiras com grupos educacionais estrangeiros tem como resultado uma educação que não reflete as características e anseios do desenvolvimento do Brasil. Em segundo lugar, para garantir a qualidade do ensino, já que essas “parcerias” geralmente tem o objetivo apenas de explorar esse rico mercado, sem nenhuma garantia de uma boa educação.

Por último, não poderia deixar de ser tratada a questão das mensalidades, onde o caráter mercadológico do ensino pago mais se reflete e que se constitui como um dos maiores fatores de exclusão – senão o maior – de importante parcela de nosso povo ao acesso à educação. Nesse caso, é reafirmada a importância do Projeto de Lei 6489/06, conhecido como “PL de mensalidades da UNE” e assegurada desde já, no PNE, a garantia de envolvimento de pais e estudantes na negociação dos reajustes de modo paritário e o direito à rematrícula, impedindo que muitos estudantes não consigam dar prosseguimento aos seus estudos por conta das absurdas mensalidades cobradas.

Democratizar o acesso e garantir a permanência
Trata-se de dois desafios que devem estar interligados. É essencial garantir os mecanismos de acesso do jovem à educação, mas, além disso, também é indispensável assegurar as condições para que ele/ela permaneça na escola/universidade. Embora o texto original do PNE traga propostas interessantes sobre o assunto, as entidades estudantis decidiram apresentar sugestões no sentido de aprimorar mais esses temas.

O objetivo de democratizar o acesso é sintetizado especialmente pela proposta de garantir que 40% dos jovens entre 18 e 24 anos estejam na Universidade no ano de 2020, sendo que 60% dessas vagas devem ser na rede pública. A proposta original do governo apresenta a meta de alcançar 33% dos jovens na Universidade, tímida demais. Além disso, a reserva de vagas para estudantes oriundos de escolas públicas – antiga bandeira do movimento estudantil – não foi citada na proposta inicial, equívoco que se busca corrigir através de uma das emendas das entidades.

A necessidade de expansão do ensino técnico também foi lembrada. Abordada inicialmente de forma genérica e sem metas definidas, tomou um corpo mais respeitável a partir das emendas oriundas dos estudantes. Para eles, é fundamental assegurar uma ampliação das vagas do ensino médio integrado ao técnico que de modo a chegar a 35% do total de matrículas, sendo 80% delas na rede pública, até o ano de 2020.

A partir daí, nos debruçamos sobre o desafio de garantir a permanência desse estudante na escola ou universidade. E uma série de medidas são propostas, como a de garantir a expansão de creches nas universidades públicas. Mas a principal ideia trazida pelos estudantes no tocante a esse tema trata do Plano Nacional de Assistência Estudantil. É bom frisar que a primeira versão cita, de modo tímido, algumas iniciativas relacionadas à assistência estudantil, mas vem das entidades representativas dos estudantes a proposta de criar um Plano que, com financiamento próprio, leve a cabo programas que garantam que todos que entrem na Universidade tenham as condições necessárias para dela sair apenas com o diploma em mãos.

Para isso, 15% do orçamento das Universidades Públicas deverá ser destinado para assistência estudantil na respectiva Instituição. Seria constituído, ainda, um Fundo Nacional de Assistência Estudantil, composto por 2% do orçamento anual do Ministério da Educação e 2% do orçamento das Universidades pagas. Essa grana serviria tanto para estudantes da rede pública quanto da rede privada de ensino que precisassem de um “empurrãozinho” para dar continuidade aos estudos.

As boas ideias não param por aí

Cada uma das quase 60 emendas da UNE, UBES e ANPG ao Plano Nacional de Educação tratam de temas relevantes para se construir o modelo educacional que desejam os setores progressistas da sociedade e que, sem ele, não conseguiremos romper as amarras que ainda prendem o nosso país a atrasos históricos.

Entre algumas outras emendas dos estudantes brasileiros, representados por suas entidades nacionais, podemos encontrar a ideia de ampliar os poderes do Fórum Nacional de Educação; de universalizar a educação infantil, fundamental e média; garantir laboratórios de informática com acesso à banda larga nas escolas; promover iniciativas que visem abolir a necessidade de fiador no FIES; defender a gestão democrática, com eleição direta para diretores de escola e reitores de universidades, sejam públicas ou privadas.

Também se encontra entre as propostas a necessidade de reestruturar o currículo das escolas e universidades, tornando-o mais diversificado e atrativo para estudantes e contribuindo para uma formação efetiva da juventude brasileira.

A questão do analfabetismo, cuja meta do PNE é erradica-lo no Brasil até 2020, é complementada com a proposta das entidades de constituir uma grande mobilização nacional em torno deste nobre objetivo, envolvendo a sociedade civil na realização dessa tarefa.

Importante ressaltar também que, após o PNE ser aprovado no Congresso e sancionado pela presidenta Dilma, os estados da Federação terão o prazo de um ano para construir, à luz dos objetivos nacionais, o seu Plano Estadual de Educação. É necessário ter muita atenção a esse elemento, já que para que o Plano Nacional seja posto em prática, será necessário que estados e municípios também estejam engajados nessa luta.

A simples aprovação do PNE, incluindo as emendas da UNE, UBES e ANPG, não garante por si só a implementação de todas essas medidas. Trata-se de um passo importante, mas que deverá ser seguido por muita mobilização para que o Plano não vire uma “carta de boas intenções”, recheado de audaciosas metas que efetivamente não seriam postas em prática.

Mas certamente um futuro promissor aguarda o povo brasileiro que, por sua vez, está ciente de que esse futuro é construído nas lutas do presente. Foi na luta que conseguimos avanços tão importantes nos últimos anos. Será na luta que venceremos a batalha do PNE e tantas outras que nos aguardam pela frente. Bom saber que para isso contamos com as entidades nacionais do movimento estudantil, vigilantes aos anseios dos estudantes e do povo brasileiro, honrando a sua história e as gerações que dedicaram suas vidas a escrevê-las, e prontas para mobilizar milhares de jovens por todo país em torno de suas bandeiras.

*ex-diretor da União dos Estudantes da Bahia (UEB) e atual diretor de movimento estudantil universitário da União da Juventude Socialista (UJS) no estado da Bahia.

Grito de Alerta pelo Emprego e Indústria reúne 90 mil

4 de Abril de 2012 - 16h54

“Estou aqui pelo Brasil, pela indústria e pelos trabalhadores”, disse ao Vermelho, emocionado, José dos Santos (38), metalúrgico desempregado da Região do ABC, que chegou às 5 horas da manhã para participar do Grito de Alerta pelo Emprego e Indústria, que foi realizado nesta quarta-feira (4), no pátio da Assembleia Legislativa de São Paulo.

De São Paulo, Joanne Mota



O evento, que foi marcado pela execução do Hino Nacional, cantado por cerca de 90 mil pessoas, é resultado de diversos debates que formalizaram um “Pacto pelo Desenvolvimento, com geração de Emprego e Renda” entre as centrais sindicais e o setor produtivo. Dentre as reivindicações apresentadas durante o ato estão o fortalecimento da indústria nacional, a garantia e valorização do emprego, a redução dos juros e o controle do câmbio.

“A montanha pariu um rato”, foi como resumiu Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ao mencionar o pacote de medidas apresentado pelo governo nesta terça-feira (3). “O Grito de Alerta pelo Emprego e Indústria é para avisar que os trabalhadores, bem como o setor produtivo, estão atentos ao nosso maior problema, que é a atual política macroeconômica - juros, câmbio flutuante e superávit primário. O pacote apresentado ontem contém uma ou outra medida positiva, mas está aquem do defendido pelos trabalhadores”.


 
Segundo ele, essa mobilização reflete a luta organizada por medidas que atuem diretamente na questão estrutural. Medidas que sejam mais do que pontuais, que tenham o Estado como indutor e se configurem como política de longo prazo. “Precisamos garantir nossa indústria, pois um país sem indústria está condenado a ser um país fraco e atrasado. Firmamos um pacto pelo trabalho e pela indústria, porque queremos um país forte e com bons empregos e oportunidade para o seu povo”, afirmou.

Wagner explica que o pacote prevê a desoneração da folha de pagamento para 15 ramos de atividade, com a extinção da contribuição previdenciária patronal (20% dos salários) e sua substituição por um imposto sobre o faturamento, com alíquota entre 1 e 2%. Estabelece, ainda, entre outras coisas, a redução dos juros cobrados pelo BNDES no Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), cotas de importações para o setor automotivo e prioridade para a indústria nacional nas compras governamentais.
 
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força), reafirmou que as centrais continuarão com as manifestações até que o governo se pronucie e enfrente a política macroeconômica. “As medidas até aqui oferecidas não respondem ao que reivindicamos. Esse ato, que já ocorreu em dois estados, é apenas o começo, os trabalhadores estão unidos e juntos continuaremos a pressionar o governo. Nossa próxima parada será a Bahia e lá reafirmaremos mais uma vez nossa insatisfação com as medidas econômicas implementadas em nosso país”.

Setor produtivo


“Não estamos aqui como empresários ou sindicalistas, estamos aqui como brasileiros, e como tais lutaremos juntos para garantir o desenvolvimento do nosso país”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ao falar sobre a realização do Grito de Alerta. Ele acrescentou que “não há como admitir mais a atual política econômica, pois é escandaloso o processo de desindustrialização que ocorre no Brasil. Juntos, lutaremos pelas reformas necessárias e garantiremos o fortalecimento desse setor tão estratégico para o país”.

Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destacou que alguns passos já foram dados, especialmente no que se refere à desoneração da folha de pagamento. No entanto, ele frisou que o governo deveria incidir em dois pontos essenciais - câmbio e juros -, que nem foram tocados. “Está em curso um violento processo de desindustrialização, que é impulsionado pela ausência de competitividade, causada pelos juros, câmbio e tributos. Desse modo, toda a indústria perde, e quando a indústria brasileira perde, todo o país perde junto”.

Lutar pelo emprego e lutar por reformas

Nádia Campeão, presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB-SP), falou ao Vermelho que essa manifestação reflete um processo contínuo de mobilizações, que aglomera diversos setores da sociedade em todo o país. “Fazer um ato como esse no maior centro de produção do país além de simbólico, demonstra que a sociedade civil assume seu papel na luta pelo desenvolvimento do país. Lembrando que a defesa da economia nacional compõe uma luta maior que é a da reformas estruturais, essa questão da produção, do emprego e da valorização do trabalho se configura como um dos núcleos mais importantes de mudanças que o Brasil precisa enfrentar”, agrega.


O secretário Sindical nacional do PCdoB, Nivaldo Santana, que também é vice-presidente da CTB, afirmou que a unidade das centrais sindicais com o setor produtivo é importante e abre caminho ao desenvolvimento com valorização do trabalho.

“Já alcançamos uma vitória, obrigando o governo a anunciar um conjunto de medidas de estímulo para a indústria. Mas há certo consenso de que as medidas foram positivas, porém insuficientes. Queremos uma política industrial mais ampla, que recupere a competitividade da indústria brasileira e isso quer dizer repensar a atual política macroeconômica”.

Fórum de Mulheres

Raimunda Gomes (Doquinha), secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, que abriu a bateria dos discursos do Grito de Alerta, salientou a forte participação das mulheres nesta importante manifestação. “A luta das mulheres não perdeu de vista setores como o da indústria. Estamos aqui hoje por entender a importância da luta pelo emprego e por saber que o processo de desindustrialização em curso gera desemprego, e quando isso acontece as mulheres são as primeiras a perder seus postos de trabalho”.

Ele informou que no último dia 29 o Fórum de Mulheres lançou em Brasília, durante ato das mulheres no Senado Federal, uma moção de apoio pela defesa da indústria nacional, contra a desindustrialização e pela unicidade sindical.


Agenda


Wagner Gomes informou que a mobilização da classe trabalhadora prosseguirá com outros atos pelo país, e já estão agendados para os próximos dias a realização em Salvador, Manaus, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília, que encerra as atividades.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Nassif: tudo o que Cachoeira plantou na Veja

Redação Conversa Afiada


          Agora, acompanhe o trabalho do Nassif de desmascarar o detrito de maré baixa.

          (O Nassif está preocupado com o fato de a série de reportagens que fez sobre “o caso Veja”  ter sumido do Google.)

          Leia, também, a post deste ansioso blogueiro, que mostra como “Cachoeira filmou a corrupção nos Correios para vingar Demóstenes“.

          Agora, amigo navegante, acompanhe as reportagens de Nassif, antes que sumam de vez:

        As matérias que Cachoeira plantou na Veja

        Enviado por luisnassif, dom, 01/04/2012 – 20:00

        Autor:

        Luis Nassif


        Em 2008 dei início à primeira batalha de um Blog contra uma grande publicação no Brasil.


        Foi “O Caso de Veja”, uma série de reportagens denunciando o jornalismo da revista Veja. Nela, selecionei um conjunto de escândalos inverossímeis, publicados pela revista. Eram matérias que se destacavam pela absoluta falta de discernimento, pela divulgação de fatos sem pé nem cabeça.


        A partir dos “grampos” em Carlinhos Cachoeira foi possível identificar as matérias que montava em parceria com a revista. A maior parte delas tinha sido abordada na série, porque estavam justamente entre as mais ostensivamente falsas.


        Com o auxílio de leitores, aí vai o mapeamento das matérias:

        DO GRAMPO DA PF DIVULGADO PELA REVISTA VEJA ESTE FIM DE SEMANA:


        Cachoeira: Jairo, põe um trem na sua cabeça. Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos (…).


        Cachoeira: Eu fiquei puto porque ontem ele xingou o Dadá tudo pro Cláudio, entendeu? E você dando fita pra ele, entendeu? (…)


        Cachoeira: Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo.


        Graças ao grampo, é possível mapear alguns dos “furos” mencionados pelo bicheiro na conversa entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira com o PM-araponga Jairo Martins, um ex- agente da Abin que se vangloria de merecer um Prêmio Esso por sua colabiração com Veja em Brasília. Martins está preso, junto com seu superior na quadrilha de Cachoeira, o sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, fonte contumaz de jornalistas – com os quais mantém relações de agente duplo, levando e trazendo informações do submundo da arapongagem.


        O primeiro registro da associação entre Veja e Cachoeira está numa reportagem de 2004, que desmoralizou uma CPI em que o biicheiro era invetigado. Em janeiro daquele ano, Cachoeira foi a fonte da revista Época, concorrente de Veja, na matéria que mostrou Waldomiro Diniz, sub de José Dirceu, pedindo propina ao bicheiro quando era dirigente do governo do Rio (2002). Depois disso, Cachoeira virou assinante de Veja.


        As digitais do bicheiro e seus associados, incluindo o senador Demostenes Torres, estão nos principais furos da Sucursal de Brasília ao longo do governo Lula: os dólares de Cuba, o dinheiro das FARC para o PT, a corrupção nos Correios, o espião de Renan Calheiros, o grampo sem áudio, o “grupo de inteligência” do PT.


        O que essas matérias têm em comum:


        1) A origem das denúncias é sempre nebulosa: “um agente da Abin”, “uma pessoa bem informada”, “um espião”, “um emissário próximo”.


        2) As matérias sempre se apoiam em fitas, DVDs ou cópias de relatórios secretos – que nem sempre são apresentados aos leitores, se é que existem.


        3) As matérias atingem adversários políticos ou concorrentes nos negócios de Cachoiera e Demostenes Torres (o PT, Lula, o grupo que dominava os Correios, o delegado Paulo Lacerda, Renan Calheiros, a campanha de Dilma Rousseff)


        4) Nenhuma das denúncias divulgadas com estardalhaço se comprovou (única exceção para o pedido de propina de 3 mil reais no caso dos Correios).


        5) Assim mesmo, todas tiveram ampla repercussão no resto da imprensa.


        CONFIRA AQUI A CACHOEIRA DOS FUROS DA VEJA EM ASSOCIAÇÃO COM DEMÓSTENES, ARAPONGAS E CAPANGAS DO BICHEIRO PRESO:


        1) O CASO DO BICHEIRO VITIMA DE EXTORSÃO


        Revista Veja Edição 1.878 de 3 de novembro de 2004


        http://veja.abril.com.br/031104/p_058.html


        Inês: Demóstenes, Veja e Gilmar. Quem manipula ?

        Redação Conversa Afiada



          Publicado em 03/04/2012
           
        Saiu na Carta Maior, artigo indispensável da Maria Inês Nassif:

        O caso Demóstenes Torres e as raposas no galinheiro


        O rumoroso caso Demóstenes Torres é uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também.


        Maria Inês Nassif


        O rumoroso caso Demóstenes Torres (DEM-GO) não é apenas mais um caso de corrupção denunciado pelo Ministério Público. É uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também.


        Teoricamente, todos os jornais e jornalistas sabiam quem foram os arautos da moralidade por eles eleitos nos últimos anos: representantes da política tradicional, que fizeram suas carreiras políticas à base de dominação da política local, que ocuparam cargos de governos passados sem nenhuma honra, que construíram seus impérios políticos e suas riquezas pessoais com favores de Estado, que estabeleceram relações profícuas e férteis com setores do empresariado com interesses diretos em assuntos de governo.


        Foram políticos com esse perfil os escolhidos pelos meios de comunicação para vigiar a lisura de governos. Botaram raposas no galinheiro.


        Nesse período, algumas denúncias eram verdadeiras, outras, não. Mas os mecanismos de produção de sensos comuns foram acionados independentemente da realidade dos fatos. Demóstenes Torres, o amigo íntimo do bicheiro, tornou-se autoridade máxima em assuntos éticos. Produziu os escândalos que quis, divulgou-os com estardalhaço. Sem ir muito longe, basta lembrar a “denúncia” de grampo supostamente feita pelo Poder Executivo no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, então presidente da mais alta Corte do país. Era inverossímil: jamais alguém ouviu a escuta supostamente feita de uma conversa telefônica entre Demóstenes, o amigo do bicheiro, e Mendes, o amigo de Demóstenes.


        Os meios de comunicação receberam a suposta transcrição de um grampo, onde Demóstenes elogia o amigo Mendes, e Mendes elogia o amigo Demóstenes, e ambos se auto-elegem os guardiões da moralidade contra um governo ditatorial e corrupto. Contando a história depois de tanto tempo, e depois de tantos escândalos Demóstenes correndo por baixo da ponte, parece piada. Mas os meios de comunicação engoliram a estória sem precisar de água. O show midiático produzido em torno do episódio transformou uma ridícula encenação em verdade.


        A estratégia do show midiático é conhecida desde os primórdios da imprensa. Joga-se uma notícia de forma sensacionalista (já dizia isso Antonio Gramsci, no início do século passado, atribuindo essa prática a uma “ imprensa marrom”), que é alimentada durante o período seguinte com novos pequenos fatos que não dizem nada, mas tornam-se um show à parte; são escolhidos personagens e conferido a ele credibilidade de oráculos, e cada frase de um deles é apresentada como prova da venalidade alheia. No final de uma explosão de pânico como essa, o consumo de uma tapioca torna-se crime contra o Estado, e é colocado no mesmo nível do que uma licitação fraudulenta. A mentira torna-se verdade pela repetição. E a verdade é o segredo que Demóstenes – aquele que decide, com seus amigos, quem vai ser o alvo da vez – não revela.


        Convenha-se que, nos últimos anos, no mínimo ficou confusa a medida de gravidade dos fatos; no outro limite, tornou-se duvidosa a veracidade das denúncias. A participação da mídia na construção e destruição de reputações foi imensa. Demóstenes não seria Demóstenes se não tivesse tanto espaço para divulgação de suas armações. Os jornais, tevês e revistas não teriam construído um Demóstenes se não tivessem caído em todas as armadilhas construídas por ele para destruir inimigos, favorecer amigos ou chantagear governos. Os interesses econômicos e ideológicos da mídia construíram relações de cumplicidade onde a última coisa que contou foi a verdade.


        Ao final dos fatos, constata-se que, ao longo de um mandato de oito anos, mais um ano do segundo mandato, uma sólida relação entre Demóstenes e a mídia que, com ou sem consciência dos profissionais de imprensa, conseguiu curvar um país inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás.


        Interesses da máfia dos jogos transitaram por esse esquema de poder. E os interesses abarcavam os mais variados negócios que se possa fazer com governos, parlamentos e Justiça: aprovação de leis, regras de licitação, empregos públicos, acompanhamento de ações no Judiciário. Por conta de um interesse político da grande mídia, o Brasil tornou-se refém de Demóstenes, do bicheiro e dos amigos de ambos no poder.


        Não foi a mídia que desmascarou Demóstenes: a investigação sobre ele acontece há um bom tempo no âmbito da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Nesse meio tempo, os meios de comunicação foram reféns de um desconhecido personagem de Goiás, que se tornou em pouco tempo o porta-voz da moralidade. A criatura depõe contra seus criadores.

        segunda-feira, 2 de abril de 2012

        Lula fala do profundo amor do PCdoB ao povo brasileiro e ao país

        2 de Abril de 2012 - 14h11

        Em mensagem enviada ao PCdoB na ocasião das comemorações pelos 90 anos do Partido — realizada no sábado (24), no Rio de Janeiro — o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser “testemunha do profundo amor” dos militantes do PCdoB pelo povo brasileiro e pelo país.


        Lula disse que em mais de 30 anos de fraterno convívio e de lutas compartilhadas aprendeu a admirar o PCdoB e sua “notável contribuição pelo progresso econômico, político e social do país”. Veja abaixo a íntegra do vídeo enviado por Lula aos militantes do PCdoB:

        domingo, 1 de abril de 2012

        São Paulo sedia seminário e discute Rio+20

        31 de Março de 2012 - 10h41

        Com o objetivo de refletir sobre os assuntos que comporão os debates da Rio+20, será realizado, em São Paulo, o Seminário Internacional “Desconstruindo a crise civilizacional: um olhar sobre a Rio+20”. O evento ocorrerá nos dias 16 e 17 de abril, no Auditório do Ministério Público Federal – 3ª. Região, que fica na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, 2020, próximo à estação Brigadeiro do metrô.

        Por Marilu Cabañas, na Rede Brasil Atual


        Participam do evento, ambientalistas da Argentina, Chile, Estados Unidos e Brasil, além de lideranças indígenas, movimentos sociais e religiosos, especialistas das áreas acadêmica e jurídica.

        O ativista Bruce Rich, autor do livro no prelo “20 anos de corrupção no Banco Mundial”, é um dos convidados.

        Carlos Bocuhy, que representa o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, e é um dos organizadores do seminário, falou, em entrevista à Rede Brasil Atual, sobre o encontro de capacitação. Segundo ele, o encontro também será um momento de reflexão sob a ótica dos que construíram a Agenda 21 e participaram da Rio 92.