quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fundação Roberto Marinho é investigada pela Polícia Federal


A batata da ONG da Rede Globo está assando. Uma solicitação de informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) mostra que o Ministério Público Federal está investigando as relações da Fundação Roberto Marinho com os desvios de dinheiro público no Ministério do Turismo, desbaratados na operação Voucher da Polícia Federal. 




A operação Voucher, em agosto de 2011, prendeu diversos funcionários do Ministério do Turismo, acusados de participarem de um esquema de fraudes envolvendo ONGs.

O blog Amigos do Presidente Lula mostrou na época que uma das maiores ONGs que receberam dinheiro do Ministério do Turismo foi a Fundação Roberto Marinho, a ONG ligada às Organizações Globo. E houve incômodo com o cinismo da falta de transparência da ONG na prestação de contas públicas sobre R$ 17 milhões extraídos dos cofres públicos.



O noticiário da TV Globo (e da chamada grande imprensa) sobre a "faxina" no Ministério do Turismo varreu para debaixo do tapete o nome da Fundação dos donos da Globo.

Relatório do TCU indica superfaturamento de R$ 13,86 milhões pela ONG da Globo junto ao Ministério do Turismo.

Um relatório TCU constatou que o contrato tinha como meta treinar 80 mil profissionais ligados ao turismo. Porém, até a data analisada, apenas cerca de 19.751 pessoas eram alunos de verdade (mesmo assim nada diz sobre quais completaram de fato o curso).




O número de alunos ativos corresponde a apenas 25% da meta.

E aponta para um possível superfaturamento de 75% embolsado indevidamente pela ONG da Globo.

Em valores financeiros, esse superfaturamento corresponde a um rombo de R$ 13,86 milhões nos cofres públicos, já que o custo por aluno era de R$ 176,65.






Fonte: Blog Amigos do Presidente Lula

Força das águas faz asfalto ceder na BR-356, Itaperuna/Campos


VEJA O VÍDEO 



A força das águas oriundas do Rio Muriaé rompeu o asfalto na BR-356, estrada que liga Campos à Itaperuna, próximo à localidade de Sapucaia, na manhã desta quinta-feira (05/01). Neste mesmo ponto, em 2009, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizou um abertura para escoar as águas que ficaram represadas na localidade de Três Vendas.





















A Prefeitura de Campos disponibilizou dezenas de caminhões para remover as cerca de 1200 famílias totalizando de três a quatro mil pessoas que devem ficar desabrigadas. A prefeita Rosinha Garotinho e o governador Sérgio Cabral se falaram no final da manhã e uma estrutura da Saúde será montado no Morro do Tirranha, em Três Vendas, para atender a população local.



















De acordo com o comandante adjunto da Defesa Civil de Campos, Major Edson Pessanha, as pessoas serão levadas para o acampamento no alto deste morro, onde será feita uma triagem das famílias que deverão ser levadas posteriormente para abrigos em escolas de Sapucaia e Outeiro, e caso seja nescessário, para um Ciep de Travessão.


















As águas ainda não chegaram em Três Vendas o que está previsto para acontecer a tarde e assim, inundar as casas antes do final do dia, sendo que casas que estão à margem esquerda da rodovia, já foram inundadas (fotos).





As famílias estão sendo retiradas de suas casas com auxílios de militares do Corpo de Bombeiros, do Exército, da Defesa Civil de Campos e outras Secretarias, como de Limpeza Pública. O Corpo de Bombeiros de Campos, São Fidélis e São João da Barra atuam em conjunto.



As famílias que moram e casas de dois andares, por exemplo, estão levando seus pertences para o alto. Já famílias que não tem essa opção, levam para a Rodovia.

"Não estamos causando nenhum alarde, nem pedindo para abandonarem suas casas. As famílias estão sendo removidas com calma para casas de parentes ou para o acampamento improvisado no alto do Morro. A previsão ainda é de que a água chegue até o final da tarde," confirmou o Major Pessanha.




O Sargento. Morivel do 56º Batalhão de Infantaria (BI), de Campos informou que três viaturas foram enviadas para o local e que as mesmas deverão comunicar a necessidade ou não de reforços.

Por determinação do governador Sérgio Cabral, duas aeronaves tripuladas por bombeiros foram enviadas, para  Campos. Os bombeiros vão verificar as necessidades do local para que providências possam ser tomadas pela Defesa Civil do Estado.













RÁDIO ITAPERUNA AM 1410
Fonte: Ururau

Uma juíza do TRT-RJ, chamou um servidor deficiente físico de "meio servidor". Absurdo!!!!!


 sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) fez em maio do ano passado, uma mobilização contra o ato praticado pela juíza Evelyn Correa que teria chamado o cadeirante e servidor concursado, Felipe Gonçalves, de “meio-servidor”.
Segundo um dos diretores do sindicato, Roberto Ponciano, “um juiz tem que punir quem maltrata deficiente físico em seus locais de trabalho. E aqui em Petrópolis quem maltratou foi justamente uma juíza do trabalho – chamando um cadeirante de ‘meio servidor’. Ela quis dizer: ‘Você é meio ser humano!’ Quem deveria punir os que agem assim, fez pior! Nos sentimos indignados”. De acordo com ele, que falou ao microfone para a população e para os servidores do TRT, uma juíza não pode se colocar acima da lei e achar que tem um poder absoluto a ponto de agredir moralmente qualquer pessoa. “Estamos aqui para denunciar esse fato e afirmar que vamos acompanhar o caso e exigir a punição dessa juíza. Não podemos aceitar no Judiciário pessoas com essa mentalidade, pessoas que acham que deficientes físicos são seres humanos menores. Ela é uma ‘aprendiz de Bolsonaro’.
De acordo com Ricardo de Azevedo Soares, também um dos diretores do sindicato,  o Poder Judiciário ainda é muito “encastelado” e muitas vezes “se trata de um grande feudo em que alguns juízes, cada qual na sua célula de poder, acham que podem fazer o que bem entendem: assediar moralmente, destratar servidores e tudo ficar por isso mesmo.”
Segundo os sindicalistas a mesma juíza estaria obrigando os servidores a cumprirem jornadas de trabalho superiores às permitidas, além de serem coagidos a trabalhar aos sábados.
O servidor _ que trabalha há três anos no tribunal se sentiu agredido e denunciou o caso ao Ministério Público Federal que fez uma representação e encaminhou a denúncia a 2ª instância do Ministério Público, já que ela como juíza tem foro privilegiado. E deve ser julgada pelos desembargadores.
O servidor também informou que denunciou à corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho, que, através de nota, informou apenas que “tomara” as medidas necessárias quando provocado”.
Será que esse será mais um caso que cairá no esquecimento? A juíza sofrerá alguma punição? Se nossa constituição diz que todos somos iguais perante a lei, então todos deveriam ter o mesmo tratamento. (Nota do blog).
Assédio Moral
Para mais informações sobre o caso, acesse o site Sindicato dos Servidores  das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro.
Referências: http://www.sisejufe.org.br/portal/; Diario de Petrópolis

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pe. Vito Miracapillo, expulso pela ditadura, volta ao Brasil

4 DE JANEIRO DE 2012 - 11H30 
Vito Miracapillo
Padre Vito Miracapillo volta a Pernambuco.

O padre italiano Vito Miracapillo, que foi expulso do Brasil pela ditadura militar em setembro de 1980 voltou a Pernambuco ontem (3). Ele foi beneficiado por uma decisão inédita do Ministério da Justiça que lhe devolveu o visto de permanência (decisão publicada no Diário Oficial da União em 18 de novembro de 2011).


Ele era vigário na cidade de Ribeirão (Diocese de Palmares, PE) entre 1975 a 1980, e desenvolveu intensa atividade em defesa dos moradores, grande parte deles trabalhadores de cana de açúcar. Este foi o motivo de sua expulsão, em 1980, mesmo tendo havido forte campanha entre os setores democráticos e progressistas por sua permanência no Brasil. 

O estopim para a expulsão foi sua recusa em celebrar duas missas em praça pública que a prefeitura local, com apoio dos militares e dos setores conservadores, queria impor ao sacerdote, uma delas pelo sete de setembro, e outra pelo aniversário da emancipação do município de Ribeirão. 

O padre justificou sua decisão dizendo, na época, que não celebraria aquelas missas “por vários motivos, entre os quais a não efetiva independência do povo reduzido a condição de pedinte e desamparado em seus direitos”. Ele celebrou missas naqueles dias, mas fora da programação política que a prefeitura e a oligarquia local queriam lhe impor. 

Foi apoiado pela CNBB nessa decisão mas, mesmo assim, foi denunciado ao ministro da Justiça Ibrahim Abi-Ackel pelo então prefeito, Salomão Correia Brasil (PDS, o partido da ditadura), acusado de afronta à pátria. A expulsão foi confirmada pelo STF (Superior Tribunal Federal) por 11 votos a zero.

A devolução de seu visto de permanência foi comemorada pela CNBB e restaura uma grave violação comemtida pela ditadura militar contra um sacerdote que destacou-se na luta pela democracia e pelos direitos do povo e dos trabalhadores. 


Com agências

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mario Sergio: O racismo não cordial do brasileiro


Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido.


Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido.

Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube que o menino havia sido retirado do restaurante por um funcionário de lá. Desesperada, foi para a rua e encontrou-o encolhido e chorando num canto. Perguntado (em catalão, sua língua) disse que "o senhor pegou-me pelo braço e me jogou aqui fora".

O casal e a criança voltaram para o apartamento de minha sogra e contaram o ocorrido. Minha sogra que é freguesa do restaurante, revoltada, voltou com eles para lá. Depois de tergiversações, tentativas de uma funcinária em pôr panos quentes, enfim o tal sujeito (gerente??) identificou-se e com a arrogância típica de ignorantes, disse que teria sido ele mesmo a cometer o descalabro. Mas era um engano, mas plenamente justificável porque crianças pedintes da feira costumavam pedir coisas lá e incomodar. E que ele era bom e até os alimentava de vez em quando. Nem sequer pediu desculpas terminando por dizer que se eles quisessem se queixar que fossem à delegacia.

Minha sogra ligou-me e, de fato, fomos à delegacia do bairro e fizemos boletim de ocorrência. O atendimento da delegada de plantão foi digno e correto. Lavrou o BO e abriu inquérito. Terminou pedindo desculpas e que meus primos não levem uma impressão ruim do Brasil.

Em tempo: o filho de 6 anos é negro. Em um e-mail (ainda não respondido pelo restaurante Nonno Paolo) pergunto qual teria sido a atitude se o menino fosse um loirinho de olhos azuis.

Fonte: Blog do Nassif

Em defesa das mulheres


A questão aqui não é a defesa ou ser contrário ao aborto, mas defender estupro, até bandido e assassino odeia estuprador, espero que a igreja católica se posicione logo.

Arcebispo defende que mulher que aborta merece ser estuprada



O arcebispo de Granada, na Espanha, Javier Martínez, causou polêmica neste último domingo (31/12), durante uma missa, ao afirmar que o estupro é válido em mulheres que já fizeram aborto voluntariamente.


Para Martínez, "matar uma criança indefesa, em um ato proferido pela própria mãe, dá ao homem a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo desta mulher, porque ela trouxe a tragédia para a própria vida". As informações são do jornal argentino Diario Registrado.

O religioso espanhol realizava sua homilia no último dia do ano e aproveitou para criticar a Lei do Aborto, na Espanha.

A lei, aprovada pelo regime socialista de José Luis Zapatero (2004-2011) no primeiro ano do antigo governo, legalizava o aborto para mulheres com até 14 semanas de gravidez, ou em vinte duas, no caso de risco para gestante.

Entretanto,o dispositivo poderá ser revogado pelo recém-empossado governo do PP (Partido Popular), de tendência conservadora e ligado à Igreja Católica.

O arcebispo comparou a medida com o regime nazista de Adolf Hitler. Para ele, os crimes cometidos pelo regime alemão não eram tão repugnantes quanto o ato do aborto.
Aborto no Brasil

No Brasil é possível fazer o aborto legal em casos de gravidez por estupro ou feto encefálico. Em todos os demais casos o aborto é ilegal.

Inúmeras entidades dos movimentos sociais lutam pela legalização do aborto no país. Nas clínicas clandestinas, ou mesmo dentro de casa, o aborto é a quarta causa de morte entre as mulheres brasileiras. Além disso, dezenas de mulheres são processadas e muitas são até presas por terem feito um aborto.

Segundo as entidades, a mulher tem o direito de decidir sobre o seu corpo. Os movimentos também alegam que o Estado deve ser laico e não regido por princípios religiosos, tal qual acontecia durante a Idade Média.

Fonte: da redação vermelho, com agências