quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estado entra na luta contra o subregistro civil de nascimento


Um projeto da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos para a erradicação do subregistro civil de nascimento e ampliação do acesso à documentação básica receberá verbas da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência para reduzir o número de pessoas sem o documento no Rio de Janeiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4,5% das crianças que nascem no estado não têm certidão de nascimento. A meta é reduzir o índice para 3,5% até 2013.
 Para atingir este objetivo, a secretaria atuará em três frentes. Uma delas é a implantação e estruturação de unidades interligadas de registro civil nas 15 maternidades que concentram maior número de partos (mais de 300 por ano) e menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), aperfeiçoando o fluxo de informações para a emissão da certidão de nascimento. Dessa forma, os pais do recém-nascido já deixarão a unidade de saúde com o documento em mãos. A estimativa é que 27 mil certidões de nascimento sejam emitidas no período de 18 meses.
— Esse projeto é o pontapé inicial e faz parte de uma série de ações que vão integrar a política de erradicação do subregistro no estado. Em julho, o governador Sérgio Cabral assinou o decreto 43.607, criando o Comitê Gestor Estadual de Erradicação do Subregistro Civil, em fase de formação. A ideia é contar com parceiros, como o Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública, que já realizam excelentes trabalhos na área, além do Ministério Público e representantes de outras secretarias na implementação e fiscalização das leis — afirma a superintendente de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos, Andréa Sepúlveda.
Está prevista ainda a capacitação, por intermédio de oficinas, de cerca de 300 agentes das redes de saúde, educação e assistência social, além dos funcionários das maternidades, para atuarem como mobilizadores na orientação de pais e familiares sobre a importância e a gratuidade do documento. Também serão realizados oito mutirões para emissão do Registro Civil de Nascimento, com foco na redução do número de adultos sem a declaração. Segundo Andréa, a secretaria tem 18 meses para implementar o projeto, mas as ações começam a ser colocadas em prática já em novembro.
Um dos objetivos é diminuir os efeitos da exclusão social e contribuir para a redução da situação de pobreza, além de emitir oito mil registros civis de nascimento e 1.600 segundas vias do documento. A secretaria também planeja realizar uma campanha estadual associada à Campanha Nacional de Mobilização pela Certidão de Nascimento, para disseminar informações e sensibilizar a população sobre a importância do registro civil de nascimento e documentação básica.
– Sem o Registro de Nascimento o cidadão não existe formalmente e não pode ser incluído em nenhum programa social. O projeto atende ao compromisso nacional pela erradicação do subregistro civil de nascimento e visa transformar em cidadãos, de fato, todos os brasileiros nascidos no estado, tanto dos recém-nascidos quanto os adultos que ainda não tenham registro.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Inácio Arruda: Educação, passaporte para o futuro


Por *Inácio Arruda
Na semana passada, estudantes manifestaram-se em Brasília sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) e pela destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação. Em vários estados, professores lutam pela aplicação da Lei do Piso Nacional do Magistério e por condições de salário e trabalho dignas. A educação interessa à sociedade como um todo.

Estudantes e profissionais do ensino pleiteiam que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam destinados à Educação. No ano passado, esse investimento chegou a 5% do PIB, o maior valor já registrado na nossa história. Uma conquista, mas ainda insuficiente.

A presidente Dilma anunciou: “Vamos erradicar a pobreza. País rico é país sem miséria”. Eu acrescento: País rico é país sem analfabetos, com investimento da educação infantil à técnica profissional e superior. Não há investimento maior no desenvolvimento do que o investimento na formação e valorização dos profissionais da educação. E o fomentador deve ser o Estado brasileiro.

Existem professores que, para alcançar uma remuneração razoável, dão aulas em duas, três escolas. É uma situação degradante para o professor e para a sociedade. Professor com dedicação exclusiva a uma única escola permite uma ligação profunda com o aluno e a comunidade em que vive. Fortalece o projeto pedagógico e garante a qualidade da educação pública.

Há uma riqueza de todo o povo: o petróleo, o gás, as riquezas minerais do subsolo. Vamos buscar nessa fonte. Propomos destinar 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação e mais 50% dos royalties, fortalecendo o caráter estratégico da educação pública, com democratização de acesso, expansão e excelência na qualidade.

Com essas riquezas garantiremos que a educação, articulada com o trabalho e o desenvolvimento, seja fator de superação da desigualdade social. O ex-presidente Lula dizia que o pré-sal é o passaporte para o futuro. E assim será, se destinarmos 50% de seu Fundo Social e dos royalties para a Educação, para que se alcance 10% do PIB para o setor.

*Inácio Arruda é Senador (PCdoB-CE)

Fonte: O Povo          
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Charge de Vicman para o Pluma y Fusil

Ato em SP cria comitê por Comissão da Verdade

A Câmara Municipal de São Paulo realizou nesta segunda feira uma Sessão Solene para comemorar os 32 anos da Lei da Anistia, os 10 anos da Comissão da Verdade e os 21 anos da abertura da vala clandestina de Perus, onde foram encontradas 1.049 ossadas de indigentes, presos políticos e vítimas da ditadura e de esquadrões da morte.

"A Lei da Anistia, a criação da Comissão da Verdade, a abertura da Vala de Perus, são ações que tiveram o intuito de chamar a atenção da sociedade para a necessidade de o Congresso aprovar a apuração efetiva das responsabilidades durante os regimes de exceção no Brasil, junto com a abertura dos arquivos guardados durante a ditadura militar", disse vereador Ítalo Cardoso, líder do PT na Casa.

"Esse ato é a conclusão de um processo que não se encerrou ainda para aqueles que sofreram as consequências diretas da ditadura. E é um momento significativo, pois tramita em Brasília o Projeto de Lei 7376/10, que cria a Comissão da Verdade no país. Deve-se lembrar ainda que a Câmara tem um papel destacado na luta pela abertura dos arquivos daquele período", completou.

Durante a solenidade foi feito também o lançamento oficial do Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça, lançado em agosto. O comitê é formado por diversas entidades que lutam pelo esclarecimento dos crimes cometidos durante a ditadura militar e que sentiram necessidade de organizar suas forças e pretende acompanhar de maneira crítica a instalação e o funcionamento da Comissão da Verdade.

"O Comitê representa a oportunidade de fazer o resgate histórico daquele período. Há muito coisa escondida ainda. Queremos que sejam estabelecidas a verdade e a justiça, para que as próximas gerações saibam que houve uma ditadura sangrenta que perpetrou crimes de lesa humanidade em seus porões", disse a jornalista Rose Nogueira, presidente do grupo Tortura Nunca Mais.

Ítalo Cardoso enumerou a importância do comitê e das ações para resgatar as verdades históricas dos períodos mais turbulentos do país. "É importante que os jovens fiquem sabendo desses fatos, que eles escrevam e reflitam sobre o assunto, fazendo com que as gerações futuras não tenham que passar o que passamos."

Também participaram da solenidade os vereadores Jamil Murad (PCdoB) e Juliana Cardoso (PT), membros da subcomissão de Direitos Humanos pela Abertura dos Arquivos da Ditadura Militar da Câmara Municipal de São Paulo

Com Rede Brasil Atual          www.vermelho.org.br

Globo perde 13% de audiência nas manhãs


Nos primeiros oito meses deste ano, na comparação com 2010, a Globo perdeu 13% de seu Ibope entre 7h e 12h, no Brasil. Os dados, obtidos com exclusividade, integram o chamado PNT (Painel Nacional de Televisão).

Nessa faixa horária, a Globo caiu de 9,5 pontos para 8,2. À tarde também houve queda de 10%: de 17,5 para 15,7 pontos. Das 7h à 0h, a Globo perdeu 5% de Ibope, caindo de 18,8 pontos no ano passado contra 17,9 neste.

Apesar da concorrência em ascensão, a Globo ainda tem bastante "chão" de distância das demais. A Record manteve os mesmos 7,1 pontos do ano passado, e o SBT também ficou estável em 5,6 pontos. Band teve uma oscilação negativa, passando de 2,3 pontos para 2,1 (-7%). RedeTV! continuou no 1,1 ponto.

Na medição nacional (PNT), cada ponto equivale a cerca de 185 mil domicílios ou 577 mil pessoas.

O insatisfatório rendimento das manhãs é, possivelmente, um dos motivos para a mudança de perfil de apresentadores de telejornais matinais. Talvez seja uma forma de torná-los mais populares, mas a Globo rejeita essa justificativa. Chico Pinheiro vai substituir Renato Machado no “Bom Dia Brasil”, e César Tralli ocupará o lugar de Chico no “SPTV 1ª Edição”.

No chamado “filé” da audiência, o horário nobre, a Globo oscilou positivamente em 0,2%; Record (-0,3%), SBT (-0,1%), Band (-0,2%) e Rede TV (-0,2%) oscilaram negativamente

Fonte: UOL    www.vermelho.org.br