Ao abrir a segunda reunião ordinária do novo Comitê Central eleito no último Congresso, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, apresentou a proposta para completar a composição do sistema de direção do Partido. No 12º. Congresso, o Comitê Central havia resolvido a questão da presidência e da vice-presidência e a composição da Comissão Política Nacional. A definição dos membros do Secretariado, das secretarias e das coordenações do trabalho partidário, ficou para esta reunião.
Renato Rabelo sistematizou um novo sistema de direção, defendendo a idéia de que o secretariado deva ser uma coordenação executiva das decisões tomadas no âmbito do Comitê Central e da Comissão Política Nacional. O secretariado, portanto, não se sobrepõe nem ao CC, nem à CPN. Mas coloca em operação a linha política decidida nas instâncias superiores, conforme definição estatutária.
Esta composição da direção vem sendo construída desde o ano passado, a partir da experiência vivenciada no anterior Comitê Central. Renato também observou que não deve existir rigidez na constituição do secretariado. Pode ser formado e alterado conforme as necessidades políticas concretas. Concebido desta forma foi apresentada a composição do novo secretariado: Renato Rabelo (Presidência); Adalberto Monteiro (Propaganda e formação); João Batista Lemos (Sindical); José Reinaldo Carvalho (Comunicação); Ronald Freitas, (Secretaria de Planejamento); Vital Nolasco (Finanças); Walter Sorrentino (Organização).
Em relação à Comissão de Controle, que vai aperfeiçoando seu trabalho, levou-se em conta o balanço do último mandato. Deverá realizar reuniões ordinárias a cada encontro do Comitê Central, julgando as questões relativas ao controle das atividades partidárias. Três nomes foram eleitos: Júlia Roland, Luiz Carlos Orro e Péricles de Souza. Serão convocados outros camaradas para dar suporte ao trabalho desta Comissão. O Grupo de Trabalho Eleitoral, por sua vez, terá um funcionamento permanente, mesmo em anos não eleitorais. Vai se preocupar com o processo eleitoral. Sua composição na proposta de Rabelo ficou assim: Renato Rabelo, Luciana Santos, Inácio Arruda, Ronald Freitas, Walter Sorrentino, Renildo Calheiros e Orlando Silva Jr.
A Presidência do Partido passará a ser responsável por várias frentes de trabalho da direção: presidir a Comissão Política, o Secretariado Nacional, e o Fórum dos Movimentos Sociais, coordenar a Bancada Federal, o Grupo de Trabalho Eleitoral e representar o PCdoB em todas os fóruns institucionais nacionais.
Outra importante decisão da reunião co Comitê Central foi a aprovação da nova líder da Bancada Comunista na Câmara dos Deputados, assumindo esta responsabilidade a deputada Vanessa Grazziottin, do PCdoB-AM. O líder do Bloco parlamentar, PSB, PRB, PMN e PCdoB, já havia sido escolhido em Brasília, ficando esta tarefa com o deputado Daniel Almeida, do PCdoB-BA.
Na votação realizada durante a reunião foi incorporado o nome da ex-presidente da UNE, Lucia Stumpf, na Comissão Política Nacional.
Dentro da Comissão Política Nacional será responsável pela Secretaria Nacional da Juventude Júlio Vellozo, que já contribuía nesta frente de trabalho. Liége Rocha ficou como Secretária Nacional de Mulheres. A Secretaria Nacional de Movimentos Sociais passa a ser dirigida por Lúcia Stumpf. A nova Secretaria Nacional da Mídia será liderada por Altamiro Borges, o Miro. Aldo Arantes permanece como Secretário Nacional do Meio Ambiente. E Eron Bezerra também continua responsável pela Secretaria Nacional da Amazônia e de Assuntos Indígenas. A Coordenação da frente sobre a questão energética fica sob responsabilidade de Haroldo Lima. A Coordenação do Movimento da Educação é de responsabilidade de Madalena Guasco. Javier Alfaya assume a Coordenação do movimento de Cultura. A Coordenação do Movimento da Ciência e Tecnologia fica com Luís Fernandes. A Coordenação de Festejos Partidários ficará sob responsabilidade de Adalberto Monteiro, Liége Rocha, Vital Nolasco e um membro da comissão de comunicação. A indicação de nomes para a composição de cada uma destas secretarias ficará para as próximas semanas.
Desta maneira, com a votação secreta realizada durante a reunião foi completada constituição do sistema de direção nacional. Segundo Renato, o método utilizado foi o mais democrático possível. "Debatemos de forma sistemática e temos quadros à altura para o cumprimento exitoso destas tarefas", disse ele.
De São Paulo,
Pedro Oliveira
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Estratégia para 2010 é o caminho do plebiscito
Em reunião do Comitê Central realizada neste final de semana em São Paulo, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, fez uma detalhada análise da conjuntura nacional e internacional e apontou os desafios que estão postos para o compo popular e progressista, particularmente para os comunistas neste ano de 2010, ano de eleições gerais no país.
Segundo Renato Rabelo, para avançar na análise política da atual conjuntura, deve ser considerado um contexto mais amplo, nacional e internacional. É preciso destacar os diversos aspectos, no quadro político e econômico mundial, que afetam a situação nacional, e que foram mencionados por Renato.
Cenário da crise econômica mundial
Tendo em vista a conjuntura econômica do cenário de crise financeira mundial, disse ele, deve-se analisar a realidade dos países ricos e dos países emergentes, assim chamados. No caso dos países ricos, nota-se a aceleração do declínio progressivo dos Estados Unidos de sua posição hegemônica no sistema de poder mundial e -- por outro lado -- a relativa ascensão da China. Em perspectiva, disse o dirigente partidário, a retomada será lenta e duvidosa nos países centrais. O caminho se apresenta longo para retomar a situação pré-crise nestes países.
As intervenções estatais nos países ricos chegaram à casa dos trilhões de dólares, resultando em dívidas e déficits fabulosos. Somente os EUA deverão atingir a cifra de 1,53 trilhão de dólares de déficit em 2010, volume que já foi consagrado no orçamento deste ano do governo Barack Obama. A situação de vários países europeus -- como Portugal e Grécia, entre outros -- vêm abalando a confiança das Bolsas de Valores em todo o mundo. Os índices de desemprego chegam aos dois dígitos dos EUA e na Europa Unida também. A Espanha chegou ao nível de 18% de desemprego da força de trabalho. Detroit, o antigo centro mundial da indústria americana de automóveis, agora com inúmeras fábricas desativadas, simboliza a situação da deterioração econômica evidente.
Países emergentes
Em relação aos chamados países emergentes, como a Índia, o Brasil, a Federação Russa e a China – a situação mais favorável é a da República Popular da China, com um crescimento extraordinário de 8,7% e que pode crescer ao patamar de dois dígitos em 2010. A Rússia teve um encolhimento, mas tem condições de voltar a crescer. O processo de transição entre China e EUA -- em se tratando da luta pela hegemonia -- se dá de forma contraditória, não de maneira pacífica, mas com muitas tensões, pois os EUA não vão abandonar sua posição hegemônica espontaneamente. A China pode chegar à posição de segunda economia do mundo, suplantando o Japão, e é atualmente o maior exportador mundial. Neste começo de ano a indústria automobilística da China suplantou a produção de carros norte-americana. Entretanto, divergências comerciais, como a que ocorreu com a empresa americana Google, o encontro previsto de Obama e Dalai Lama, a venda de armas americanas a Taiwan, no valor de 6 bilhões e 400 milhões de dólares, são fatores de crescentes tensões. Quem sai da crise mais rapidamente, fica numa posição relativa melhor.
No cenário latino-americano, é preciso registrar a vitória da direita no Chile, um sopro de vida para a direita no continente. Existem problemas econômicos na Argentina, e a Venezuela enfrenta várias dificuldades de desabastecimento, apagões de energia elétrica, industrialização fragilizada etc. A tragédia dos terremotos no Haiti resultou na desorganização do país, provocou mais de 200 mil mortos, e o imperialismo entra em cena para se insinuar nesta situação e tentar tirar proveito do caos criado. Cerca de 11 mil homens das Forças Armadas dos EUA foram mobilizados, para intervir no país atingido pela catástrofe, passando a controlar o aeroporto da capital, contrapondo-se ao comando brasileiro na condução das tropas sob a bandeira da ONU.
A crise no Brasil
Renato, nesta fase do debate político, insistiu que a crise atingiu o Brasil, interrompendo uma trajetória de crescimento de seu PIB. Grandes empresas e bancos, envolvidos com grandes e arriscadas operações de derivativos, foram socorridos ou se fundiram para não quebrarem oficialmente. Tal foi o caso do Banco Votorantim, do Unibanco, da Sadia, da Aracruz Celulose. O país enfrentou também dificuldades de financiamento. O saldo da Balança Comercial caiu muito, as remessas de rendas aumentaram, resultando em déficit nas transações correntes em 2008 e 2009. Dólares especulativos passaram a inundar o país, o câmbio se valorizou muito. O governo foi obrigado a vender parte de suas reservas internacionais para ajudar os exportadores em dificuldades. Com a taxa Selic estável em 8,75%, o Brasil continua a ter os juros reais mais altos do mundo. Isto dificulta o investimento e o crescimento.
Porém, continuou Renato em sua exposição, o governo Lula agiu no sentido anti-cíclico, impedindo que a crise fizesse estragos maiores. O documento de autoria de Nelson Barbosa, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, “Counter-cyclical policy in Brazil: 2008-2009”, sistematiza o conjunto destas medidas dividindo-as em três grupos. Algumas de caráter emergencial adotadas durante a crise e as novas medidas de caráter estrutural que estão em curso.
No primeiro bloco, Barbosa arrola aquelas oriundas de um “papel mais ativo do Estado na promoção do desenvolvimento econômico e na redução da desigualdade de renda”. Seriam elas: 1) os mecanismos de proteção social, especialmente o Bolsa-Família, programa que mesmo durante a crise teve aumento no aporte de recursos alcançando 9,3% do PIB e que, com isso, garantiu que não se reduzisse significativamente o consumo privado; 2) o crescimento contínuo do salário-mínimo; 3) o crescimento do investimento público desde 2006, especialmente na infra-estrutura, que ganhou forma com o PAC; 4) uma nova política industrial e 5) uma reestruturação geral das principais carreiras do serviço público, feita em acordo com as Centrais Sindicais.
Entre as medidas temporárias, num segundo bloco, Barbosa destaca a pronta resposta do governo para fornecer liquidez em moeda doméstica e estrangeira, visando conter a especulação contra o Real e oferecer facilidades temporárias de crédito ao setor exportador. As intervenções do BC relativas ao câmbio externo atingiram o volume de US$ 72 bilhões. Internamente, houve redução dos depósitos compulsórios. O Tesouro Nacional aportou recursos de vulto ao BNDES, ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica. Com muita relutância do BC, as taxas de juros reais foram reduzidas durante a crise para 5% ao ano, depois de quatro meses da quebra do Lehman Brothers. Registro necessário deve ser feito de que o “BC havia elevado sua taxa anual de juros para 13,75% em 10 de setembro de 2008 a exatos cinco dias antes do colapso dos mercados financeiros mundiais”.
Um terceiro conjunto de iniciativas foi tomado relativas à renúncia fiscal para estimular as vendas e a produção. Por fim, Barbosa se refere às novas medidas de caráter estrutural adotadas durante a crise, que continuariam a ser aplicadas, tais como: 10 redução do importo de renda com a introdução de duas novas categorias intermediárias de renda; 2) o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que visa construir um milhão de moradias para famílias pobres e de renda média.
Como resultado de todas estas medidas, finalizou Renato, em 2009 o PIB (que ainda não foi anunciado) não deverá variar em relação a 2008. Pode-se dizer que, relativamente aos países de capitalismo desenvolvido, bem como em relação a vários outros em desenvolvimento (México e Venezuela, por exemplo) o resultado brasileiro foi razoável. Para 2010, oficialmente se espera um crescimento na ordem dos 5%, retomando rapidamente a rota anterior à crise.
Projeto político de Serra é neoliberal
Para sua transformação numa grande e influente nação, próspera, justa e solidária, o Brasil precisa ter pelo menos 20 anos de desenvolvimento contínuo e o aprofundamento de uma linha e condução democrática e progressista com amplo respaldo popular e lideranças populares reconhecidas. Segundo o pensamento de Renato -- do ponto de vista histórico -- com os dois mandatos presidenciais de Lula, de maneira insólita, o Brasil começa a reunir condições de esboçar objetivamente um novo projeto nacional de desenvolvimento. A força da liderança nacional de Lula e a dimensão da sua liderança internacional -- com o protagonismo do Brasil na cena mundial – faz com que a elite conservadora faça de tudo para tentar barrar a continuidade do projeto e das forças lideradas por Lula. Ela reage a um projeto que lhe é estranho, comandado por forças que não são da sua confiança.
O projeto político de Serra, em última instância, estará comprometido com forças políticas e sociais que sustentaram o governo inaugurado pelas duas gestões de Fernando Henrique Cardoso na década de 1990. Vem a ser um projeto restritivo ao progresso social e à ampliação da democracia, anti-estatal, sendo que a posição dos tucanos na política externa é de subserviência aos interesses norte americanos e europeus. Um divisor de águas é saliente, conclui Renato: a direita pretende criminalizar o movimento social, usando a polícia e não diálogo.
A questão da integração continental – para esses setores conservadores -- é inviável, uma demagogia. Vão continuar a lutar para reduzir o papel do Estado nacional. Essa é a linha da base política do PSDB (partido estruturante da direita), o DEM e o PPS. Além disso, a direita conta com grande estrutura política na grande mídia (que faz uma opção aberta pró-Serra). A base social principal em grandes camadas médias da população, sobretudo no sul e sudeste do país, grandes empresários, banqueiros e novos agentes financeiros.
Por isso Renato Rabelo insistiu que a estratégia correta da campanha presidencial deva ser o caminho do plebiscito -- comparar este governo com último tucano (FHC) que dirigiu o país e explorar o desejo de continuidade. São dois modelos antagônicos entre o campo de Lula e os tucanos. Diluir este fato é ajudar a direita. Os setores conservadores vão fazer tudo para impedir esta polarização. Renato conclamou a direção a reunir forças políticas e sociais, democráticas e progressistas, fortalecendo um núcleo de esquerda, em torno da liderança de Lula (oportunidade histórica para perseguir grandes transformações), considerando principalmente sua proposta de candidatura sucessora.
De São Paulo,
Pedro de Oliveira
Segundo Renato Rabelo, para avançar na análise política da atual conjuntura, deve ser considerado um contexto mais amplo, nacional e internacional. É preciso destacar os diversos aspectos, no quadro político e econômico mundial, que afetam a situação nacional, e que foram mencionados por Renato.
Cenário da crise econômica mundial
Tendo em vista a conjuntura econômica do cenário de crise financeira mundial, disse ele, deve-se analisar a realidade dos países ricos e dos países emergentes, assim chamados. No caso dos países ricos, nota-se a aceleração do declínio progressivo dos Estados Unidos de sua posição hegemônica no sistema de poder mundial e -- por outro lado -- a relativa ascensão da China. Em perspectiva, disse o dirigente partidário, a retomada será lenta e duvidosa nos países centrais. O caminho se apresenta longo para retomar a situação pré-crise nestes países.
As intervenções estatais nos países ricos chegaram à casa dos trilhões de dólares, resultando em dívidas e déficits fabulosos. Somente os EUA deverão atingir a cifra de 1,53 trilhão de dólares de déficit em 2010, volume que já foi consagrado no orçamento deste ano do governo Barack Obama. A situação de vários países europeus -- como Portugal e Grécia, entre outros -- vêm abalando a confiança das Bolsas de Valores em todo o mundo. Os índices de desemprego chegam aos dois dígitos dos EUA e na Europa Unida também. A Espanha chegou ao nível de 18% de desemprego da força de trabalho. Detroit, o antigo centro mundial da indústria americana de automóveis, agora com inúmeras fábricas desativadas, simboliza a situação da deterioração econômica evidente.
Países emergentes
Em relação aos chamados países emergentes, como a Índia, o Brasil, a Federação Russa e a China – a situação mais favorável é a da República Popular da China, com um crescimento extraordinário de 8,7% e que pode crescer ao patamar de dois dígitos em 2010. A Rússia teve um encolhimento, mas tem condições de voltar a crescer. O processo de transição entre China e EUA -- em se tratando da luta pela hegemonia -- se dá de forma contraditória, não de maneira pacífica, mas com muitas tensões, pois os EUA não vão abandonar sua posição hegemônica espontaneamente. A China pode chegar à posição de segunda economia do mundo, suplantando o Japão, e é atualmente o maior exportador mundial. Neste começo de ano a indústria automobilística da China suplantou a produção de carros norte-americana. Entretanto, divergências comerciais, como a que ocorreu com a empresa americana Google, o encontro previsto de Obama e Dalai Lama, a venda de armas americanas a Taiwan, no valor de 6 bilhões e 400 milhões de dólares, são fatores de crescentes tensões. Quem sai da crise mais rapidamente, fica numa posição relativa melhor.
No cenário latino-americano, é preciso registrar a vitória da direita no Chile, um sopro de vida para a direita no continente. Existem problemas econômicos na Argentina, e a Venezuela enfrenta várias dificuldades de desabastecimento, apagões de energia elétrica, industrialização fragilizada etc. A tragédia dos terremotos no Haiti resultou na desorganização do país, provocou mais de 200 mil mortos, e o imperialismo entra em cena para se insinuar nesta situação e tentar tirar proveito do caos criado. Cerca de 11 mil homens das Forças Armadas dos EUA foram mobilizados, para intervir no país atingido pela catástrofe, passando a controlar o aeroporto da capital, contrapondo-se ao comando brasileiro na condução das tropas sob a bandeira da ONU.
A crise no Brasil
Renato, nesta fase do debate político, insistiu que a crise atingiu o Brasil, interrompendo uma trajetória de crescimento de seu PIB. Grandes empresas e bancos, envolvidos com grandes e arriscadas operações de derivativos, foram socorridos ou se fundiram para não quebrarem oficialmente. Tal foi o caso do Banco Votorantim, do Unibanco, da Sadia, da Aracruz Celulose. O país enfrentou também dificuldades de financiamento. O saldo da Balança Comercial caiu muito, as remessas de rendas aumentaram, resultando em déficit nas transações correntes em 2008 e 2009. Dólares especulativos passaram a inundar o país, o câmbio se valorizou muito. O governo foi obrigado a vender parte de suas reservas internacionais para ajudar os exportadores em dificuldades. Com a taxa Selic estável em 8,75%, o Brasil continua a ter os juros reais mais altos do mundo. Isto dificulta o investimento e o crescimento.
Porém, continuou Renato em sua exposição, o governo Lula agiu no sentido anti-cíclico, impedindo que a crise fizesse estragos maiores. O documento de autoria de Nelson Barbosa, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, “Counter-cyclical policy in Brazil: 2008-2009”, sistematiza o conjunto destas medidas dividindo-as em três grupos. Algumas de caráter emergencial adotadas durante a crise e as novas medidas de caráter estrutural que estão em curso.
No primeiro bloco, Barbosa arrola aquelas oriundas de um “papel mais ativo do Estado na promoção do desenvolvimento econômico e na redução da desigualdade de renda”. Seriam elas: 1) os mecanismos de proteção social, especialmente o Bolsa-Família, programa que mesmo durante a crise teve aumento no aporte de recursos alcançando 9,3% do PIB e que, com isso, garantiu que não se reduzisse significativamente o consumo privado; 2) o crescimento contínuo do salário-mínimo; 3) o crescimento do investimento público desde 2006, especialmente na infra-estrutura, que ganhou forma com o PAC; 4) uma nova política industrial e 5) uma reestruturação geral das principais carreiras do serviço público, feita em acordo com as Centrais Sindicais.
Entre as medidas temporárias, num segundo bloco, Barbosa destaca a pronta resposta do governo para fornecer liquidez em moeda doméstica e estrangeira, visando conter a especulação contra o Real e oferecer facilidades temporárias de crédito ao setor exportador. As intervenções do BC relativas ao câmbio externo atingiram o volume de US$ 72 bilhões. Internamente, houve redução dos depósitos compulsórios. O Tesouro Nacional aportou recursos de vulto ao BNDES, ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica. Com muita relutância do BC, as taxas de juros reais foram reduzidas durante a crise para 5% ao ano, depois de quatro meses da quebra do Lehman Brothers. Registro necessário deve ser feito de que o “BC havia elevado sua taxa anual de juros para 13,75% em 10 de setembro de 2008 a exatos cinco dias antes do colapso dos mercados financeiros mundiais”.
Um terceiro conjunto de iniciativas foi tomado relativas à renúncia fiscal para estimular as vendas e a produção. Por fim, Barbosa se refere às novas medidas de caráter estrutural adotadas durante a crise, que continuariam a ser aplicadas, tais como: 10 redução do importo de renda com a introdução de duas novas categorias intermediárias de renda; 2) o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que visa construir um milhão de moradias para famílias pobres e de renda média.
Como resultado de todas estas medidas, finalizou Renato, em 2009 o PIB (que ainda não foi anunciado) não deverá variar em relação a 2008. Pode-se dizer que, relativamente aos países de capitalismo desenvolvido, bem como em relação a vários outros em desenvolvimento (México e Venezuela, por exemplo) o resultado brasileiro foi razoável. Para 2010, oficialmente se espera um crescimento na ordem dos 5%, retomando rapidamente a rota anterior à crise.
Projeto político de Serra é neoliberal
Para sua transformação numa grande e influente nação, próspera, justa e solidária, o Brasil precisa ter pelo menos 20 anos de desenvolvimento contínuo e o aprofundamento de uma linha e condução democrática e progressista com amplo respaldo popular e lideranças populares reconhecidas. Segundo o pensamento de Renato -- do ponto de vista histórico -- com os dois mandatos presidenciais de Lula, de maneira insólita, o Brasil começa a reunir condições de esboçar objetivamente um novo projeto nacional de desenvolvimento. A força da liderança nacional de Lula e a dimensão da sua liderança internacional -- com o protagonismo do Brasil na cena mundial – faz com que a elite conservadora faça de tudo para tentar barrar a continuidade do projeto e das forças lideradas por Lula. Ela reage a um projeto que lhe é estranho, comandado por forças que não são da sua confiança.
O projeto político de Serra, em última instância, estará comprometido com forças políticas e sociais que sustentaram o governo inaugurado pelas duas gestões de Fernando Henrique Cardoso na década de 1990. Vem a ser um projeto restritivo ao progresso social e à ampliação da democracia, anti-estatal, sendo que a posição dos tucanos na política externa é de subserviência aos interesses norte americanos e europeus. Um divisor de águas é saliente, conclui Renato: a direita pretende criminalizar o movimento social, usando a polícia e não diálogo.
A questão da integração continental – para esses setores conservadores -- é inviável, uma demagogia. Vão continuar a lutar para reduzir o papel do Estado nacional. Essa é a linha da base política do PSDB (partido estruturante da direita), o DEM e o PPS. Além disso, a direita conta com grande estrutura política na grande mídia (que faz uma opção aberta pró-Serra). A base social principal em grandes camadas médias da população, sobretudo no sul e sudeste do país, grandes empresários, banqueiros e novos agentes financeiros.
Por isso Renato Rabelo insistiu que a estratégia correta da campanha presidencial deva ser o caminho do plebiscito -- comparar este governo com último tucano (FHC) que dirigiu o país e explorar o desejo de continuidade. São dois modelos antagônicos entre o campo de Lula e os tucanos. Diluir este fato é ajudar a direita. Os setores conservadores vão fazer tudo para impedir esta polarização. Renato conclamou a direção a reunir forças políticas e sociais, democráticas e progressistas, fortalecendo um núcleo de esquerda, em torno da liderança de Lula (oportunidade histórica para perseguir grandes transformações), considerando principalmente sua proposta de candidatura sucessora.
De São Paulo,
Pedro de Oliveira
PCdoB define seu projeto eleitoral
Reunidos neste final de semana em São Paulo, os integrantes do Comitê Central do PCdoB aprovaram um documento no qual traçam as diretrizes do projeto eleitoral do Partido para 2010. O texto salienta que o processo "exige ampla unidade de forças políticas e sociais em torno de uma candidatura e na elaboração programática que a sustente". Esta candidatura única, segundo o documento, deve dar "continuidade ao projeto político iniciado em 2002 com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva".
Veja abaixo a íntegra da resolução do Comitê Central do PCdoB
Examinando o quadro político brasileiro neste período que antecede as eleições gerais de 2010 o PCdoB decide:
1) Lutar para garantir a vitória do empreendimento político das forças progressistas da Nação dando continuidade ao projeto político iniciado em 2002 com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente do Brasil. Esta luta, que se dá em situação favorável, visa impedir o retrocesso neoliberal, aprofundando as mudanças na construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento, para que o Brasil continue trilhando o caminho da soberania nacional, da democracia, da valorização do trabalho e da integração regional. Este processo exige ampla unidade de forças políticas e sociais em torno de uma candidatura e na elaboração programática que a sustente;
2) Lutar para ampliar significativamente a bancada comunista na Câmara dos Deputados a fim de que o Partido possa ter maior presença e projeção no quadro político brasileiro;
3) Lutar para que sejam eleitos senadores comunistas e assim se configure o fato inédito da existência uma bancada comunista no Senado da República;
4) Apoiar o Partido no Maranhão na luta para viabilizar a candidatura de Flávio Dino ao governo daquele Estado, considerando as circunstâncias eleitorais no âmbito nacional;
5) Lutar para que se amplie de forma expressiva a presença dos comunistas nas Assembléias Legislativas e na Câmara Legislativa do DF com a eleição de deputados estaduais e distritais comunistas;
6) Impulsionar ampla mobilização popular e social visando assegurar um maior protagonismo do povo no atual contexto político. Neste sentido, é de fundamental importância a mobilização dos comunistas em torno da preparação e da realização da CONCLAT e da Assembléia Nacional dos Movimentos Sociais;
7) Reforçar a tarefa partidária para o êxito da participação das mulheres nas candidaturas nas Assembléias Estaduais e na Câmara Federal visando assegurar a cota mínima de 30%.
Finalmente, o Comitê Central conclama os militantes e filiados, o conjunto das organizações partidárias a se empenhar com entusiasmo para dotar o Partido das condições e apoios necessários ao êxito de seu projeto eleitoral e contribuir com a nova vitória do povo na sucessão presidencial.
São Paulo 7 de fevereiro de 2010
Veja abaixo a íntegra da resolução do Comitê Central do PCdoB
Examinando o quadro político brasileiro neste período que antecede as eleições gerais de 2010 o PCdoB decide:
1) Lutar para garantir a vitória do empreendimento político das forças progressistas da Nação dando continuidade ao projeto político iniciado em 2002 com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente do Brasil. Esta luta, que se dá em situação favorável, visa impedir o retrocesso neoliberal, aprofundando as mudanças na construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento, para que o Brasil continue trilhando o caminho da soberania nacional, da democracia, da valorização do trabalho e da integração regional. Este processo exige ampla unidade de forças políticas e sociais em torno de uma candidatura e na elaboração programática que a sustente;
2) Lutar para ampliar significativamente a bancada comunista na Câmara dos Deputados a fim de que o Partido possa ter maior presença e projeção no quadro político brasileiro;
3) Lutar para que sejam eleitos senadores comunistas e assim se configure o fato inédito da existência uma bancada comunista no Senado da República;
4) Apoiar o Partido no Maranhão na luta para viabilizar a candidatura de Flávio Dino ao governo daquele Estado, considerando as circunstâncias eleitorais no âmbito nacional;
5) Lutar para que se amplie de forma expressiva a presença dos comunistas nas Assembléias Legislativas e na Câmara Legislativa do DF com a eleição de deputados estaduais e distritais comunistas;
6) Impulsionar ampla mobilização popular e social visando assegurar um maior protagonismo do povo no atual contexto político. Neste sentido, é de fundamental importância a mobilização dos comunistas em torno da preparação e da realização da CONCLAT e da Assembléia Nacional dos Movimentos Sociais;
7) Reforçar a tarefa partidária para o êxito da participação das mulheres nas candidaturas nas Assembléias Estaduais e na Câmara Federal visando assegurar a cota mínima de 30%.
Finalmente, o Comitê Central conclama os militantes e filiados, o conjunto das organizações partidárias a se empenhar com entusiasmo para dotar o Partido das condições e apoios necessários ao êxito de seu projeto eleitoral e contribuir com a nova vitória do povo na sucessão presidencial.
São Paulo 7 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
FUNCIONÁRIOS QUEREM LEVANTAR R$250 MIL REAIS PARA COMPRA DA MARCA “MONITOR CAMPISTA”
Em reunião com representantes do Movimento Viva Monitor, na tarde de ontem (27/11/09), o diretor presidente dos Diários Associados, Maurício Dinepi, fixou em R$ 250.000,00 o valor da marca “Monitor Campista” para o caso de compra pelos seus ex-funcionários. Além disso, foi mantido o prazo de 4 de dezembro para a confirmação da compra.
Participaram da reunião com Dinepi os ex-funcionários Cilênio Tavares e Claudia da Conceição Santos, além de Paulo Thomaz (AIC) e Graciete Santana (Sepe), todos integrantes do Viva Monitor.
Na manhã de hoje, na Associação de Imprensa Campista, os ex-funcionários e demais simpatizantes do movimento decidiram abrir uma campanha pública de arrecadação de recursos para tentar, até o próximo dia 4, atingir o valor fixado.
Todos os doadores (pessoas físicas ou jurídicas) serão identificados em uma lista única publicada no blog do Movimento Viva Monitor (http://vivamonitor.blogspot.com), com nomes e valores doados. Em caso de a meta não ser atingida, os recursos serão devolvidos.
Qualquer valor pode ser doado em nome da Associação de Imprensa Campista (Banco Itaú, agência 2997, conta corrente 24529-1), preferencialmente por meio de depósito identificado. Comprovantes de depósito ou de transferência devem ser enviados para o e-mail (contatovivamonitor@gmail.com) aos cuidados de Paulo Thomaz, informando nome completo do doador, endereço, telefone e CPF.
O total parcial das doações será informado constantemente no blog Viva Monitor. VALE LEMBRAR QUE AS DOAÇÕES DEVEM SER FEITAS NO MÁXIMO ATÉ O DIA 02 DE DEZEMBRO.
O objetivo do movimento é reativar o jornal Monitor Campista com as mesmas características de independência editorial e qualidade jornalística.
sábado, 7 de novembro de 2009
Conferência de Comunicação RJ: Destacada participação do PCdoB
Terminou neste domingo (1º), a primeira Conferência de Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Conecon). Mais de 500 pessoas, entre empresários, representantes do poder público e sociedade civil, participaram dos debates. Mesmo sem caráter deliberativo, a Conferência foi marcada por proposições progressistas em relação à democratização da comunicação. Os comunistas participaram com destaque da Conecon, com 68 delegados inscritos.
A 1ª Conecon do Rio de Janeiro aconteceu na UERJ, que cedeu o teatro para as plenárias e os auditórios para os grupos de discussão. A abertura ocorreu no dia 30 com a presença do subsecretário de Comunicação Social do governo do estado, Ricardo Cota, e Edgar Arruda, também membro do poder público e presidente da Comissão Organizadora da conferência.
A sociedade civil não empresarial, que historicamente tem lutado pela democratização da comunicação e pela realização da conferência, pode apresentar suas mais variadas propostas. Serão encaminhadas para a Conferência Nacional contribuições avançadas como a que determina a mudança nos critérios de concessão de radiodifusão e a que obriga que 30% da programação das TVs abertas e por assinatura seja ocupada por produções locais e independentes. Foram discutidas ainda diversos outros temas como o papel da mídia e a criminalização dos movimentos sociais.
Os comunistas, representando suas entidades, estiveram na conferência desde o início do processo, como membros da Comissão Organizadora, e participaram de todos os debates. Estiveram na conferência a CTB, a UNE, a UEE, a UJS, os sindicatos dos metalúrgicos, dos trabalhadores dos Correios e bancários, Cebrapaz, Unegro, Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccon) e TV Comunitária, entre outras entidades.
Dia de debates
O segundo dia começou com a aprovação do regimento interno. Em seguida, ocorreram as palestras com representantes de cada segmento: Marcos Dantas (professor da UFRJ pela sociedade civil), Cesar Rômulo Silveira Neto (superintendente-executivo da TELEBRASIL pelos empresários) e Marcelo Bechara (presidente da Comissão Nacional da Confecon pelo poder público).
Ao final das palestras os participantes se dividiram em três grupos: meios de produção, conteúdo e cidadania.
O último dia, 1º, foi reservado para a eleição de delegados, aprovação de moções e apresentação dos relatórios finais. Foram eleitos 126 delegados e os respectivos suplentes.
A sociedade civil não empresarial elegeu 56 representantes para a Confecon. Refletindo o peso da participação do Partido no processo, 18 militantes do PCdoB foram eleitos como delegados titulares e estarão em Brasília nos dias 14, 15, 16, 17 de dezembro.
Para o secretário de Comunicação do PCdoB-RJ, que foi membro das Comissões Organizadoras das Conferências de Comunicação da Capital e da Estadual, Wevergton Brito Lima, a 1ª Conecon entrará para a história e deve ser encarada como o primeiro passo de um processo que deve ser cotidiano. “Não podemos esperar outra Conferência para continuar nos mobilizando em torno do tema comunicação. Os poderosos interesses da mídia hegemônica só serão confrontados se conseguirmos formar um exército de ativistas que tenha domínio sobre o assunto e consiga levar o debate para um grande número de pessoas, e isso é um processo que exige dedicação e perseverança.”
Veja abaixo a lista dos 18 militantes do PCdoB-RJ eleitos como delegados titulares para a 1ª CONFECOM.
Ana Elizabeth Rezende de Souza – Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense
Bruno José de Oliveira – Rádio Beth Shalom
Flávia Calé – Presidente da UEE/RJ – Membro do Comitê Estadual do PCdoB-RJ
Frederico Alberto – TV Comunitária São Gonçalo
Gabriela Mariana - UBM CAMPOS – Membro do Comitê Municipal do PCdoB de Campos
Marcos Oliveira – Associação Brasileiras de TVs Comunitárias – Vice-Presidente Municipal do PCdoB-Rio
Marcos Pereira – Sindicato dos Correios – Membro da Comissão Estadual de Comunicação do PCdoB-RJ
Maria das Graças – AFASE São Gonçalo – Membro do Comitê Estadual do PCdoB-RJ
Mônica Simioni – UBM do Rio de Janeiro – Secretária Municipal de Comunicação do PCdoB-Rio
Octávio Leal Neto – Sindicato dos Metalúrgicos do Rio – Membro da Comissão Estadual de Comunicação do PCdoB-RJ
Paulo César (Amendoim) – UNEGRO
Paulo Farias – SINTSAMA – Membro do Comitê Estadual do PCdoB-RJ
Renato Oliveira – UNE – Membro da Comissão Estadual de Comunicação do PCdoB-RJ
Roberto Areias – SINTRASEF
Severino Lourenço – Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro
Sônia Latge Milward de Azevedo – CEBRAPAZ – Secretária Estadual de Movimentos Sociais e Populares do PCdoB-RJ
Vitor Vogel – UJS Niterói – Membro do Comitê Municipal de Niterói
Wevergton Brito Lima – CTB – Secretário Estadual de Comunicação do PCdoB-RJ
Parabéns e saudações aos camaradas.
A 1ª Conecon do Rio de Janeiro aconteceu na UERJ, que cedeu o teatro para as plenárias e os auditórios para os grupos de discussão. A abertura ocorreu no dia 30 com a presença do subsecretário de Comunicação Social do governo do estado, Ricardo Cota, e Edgar Arruda, também membro do poder público e presidente da Comissão Organizadora da conferência.
A sociedade civil não empresarial, que historicamente tem lutado pela democratização da comunicação e pela realização da conferência, pode apresentar suas mais variadas propostas. Serão encaminhadas para a Conferência Nacional contribuições avançadas como a que determina a mudança nos critérios de concessão de radiodifusão e a que obriga que 30% da programação das TVs abertas e por assinatura seja ocupada por produções locais e independentes. Foram discutidas ainda diversos outros temas como o papel da mídia e a criminalização dos movimentos sociais.
Os comunistas, representando suas entidades, estiveram na conferência desde o início do processo, como membros da Comissão Organizadora, e participaram de todos os debates. Estiveram na conferência a CTB, a UNE, a UEE, a UJS, os sindicatos dos metalúrgicos, dos trabalhadores dos Correios e bancários, Cebrapaz, Unegro, Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccon) e TV Comunitária, entre outras entidades.
Dia de debates
O segundo dia começou com a aprovação do regimento interno. Em seguida, ocorreram as palestras com representantes de cada segmento: Marcos Dantas (professor da UFRJ pela sociedade civil), Cesar Rômulo Silveira Neto (superintendente-executivo da TELEBRASIL pelos empresários) e Marcelo Bechara (presidente da Comissão Nacional da Confecon pelo poder público).
Ao final das palestras os participantes se dividiram em três grupos: meios de produção, conteúdo e cidadania.
O último dia, 1º, foi reservado para a eleição de delegados, aprovação de moções e apresentação dos relatórios finais. Foram eleitos 126 delegados e os respectivos suplentes.
A sociedade civil não empresarial elegeu 56 representantes para a Confecon. Refletindo o peso da participação do Partido no processo, 18 militantes do PCdoB foram eleitos como delegados titulares e estarão em Brasília nos dias 14, 15, 16, 17 de dezembro.
Para o secretário de Comunicação do PCdoB-RJ, que foi membro das Comissões Organizadoras das Conferências de Comunicação da Capital e da Estadual, Wevergton Brito Lima, a 1ª Conecon entrará para a história e deve ser encarada como o primeiro passo de um processo que deve ser cotidiano. “Não podemos esperar outra Conferência para continuar nos mobilizando em torno do tema comunicação. Os poderosos interesses da mídia hegemônica só serão confrontados se conseguirmos formar um exército de ativistas que tenha domínio sobre o assunto e consiga levar o debate para um grande número de pessoas, e isso é um processo que exige dedicação e perseverança.”
Veja abaixo a lista dos 18 militantes do PCdoB-RJ eleitos como delegados titulares para a 1ª CONFECOM.
Ana Elizabeth Rezende de Souza – Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense
Bruno José de Oliveira – Rádio Beth Shalom
Flávia Calé – Presidente da UEE/RJ – Membro do Comitê Estadual do PCdoB-RJ
Frederico Alberto – TV Comunitária São Gonçalo
Gabriela Mariana - UBM CAMPOS – Membro do Comitê Municipal do PCdoB de Campos
Marcos Oliveira – Associação Brasileiras de TVs Comunitárias – Vice-Presidente Municipal do PCdoB-Rio
Marcos Pereira – Sindicato dos Correios – Membro da Comissão Estadual de Comunicação do PCdoB-RJ
Maria das Graças – AFASE São Gonçalo – Membro do Comitê Estadual do PCdoB-RJ
Mônica Simioni – UBM do Rio de Janeiro – Secretária Municipal de Comunicação do PCdoB-Rio
Octávio Leal Neto – Sindicato dos Metalúrgicos do Rio – Membro da Comissão Estadual de Comunicação do PCdoB-RJ
Paulo César (Amendoim) – UNEGRO
Paulo Farias – SINTSAMA – Membro do Comitê Estadual do PCdoB-RJ
Renato Oliveira – UNE – Membro da Comissão Estadual de Comunicação do PCdoB-RJ
Roberto Areias – SINTRASEF
Severino Lourenço – Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro
Sônia Latge Milward de Azevedo – CEBRAPAZ – Secretária Estadual de Movimentos Sociais e Populares do PCdoB-RJ
Vitor Vogel – UJS Niterói – Membro do Comitê Municipal de Niterói
Wevergton Brito Lima – CTB – Secretário Estadual de Comunicação do PCdoB-RJ
Parabéns e saudações aos camaradas.
Jantar de Adesão
O Partido Comunista do Brasil - PCdoB de Campos dos Goytacazes realizará no próximo dia 04/12/2009 um jantar de adesão, a partir das 19 horas, no Palace Hotel.
Os convites já estão disponíveis.
Maiores informações (22) 3052-3346
Saudações.
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Saudações.
Contribua com o PCdoB de Campos dos Goytacazes
O Partido Comunista do Brasil - PCdoB de Campos dos Goytacazes tem uma conta bancária, contribua:
Banco do Brasil
agência: 00051
Conta Corrente: 60211-0
Saudações a todos
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