sábado, 18 de julho de 2009

Rumo ao 12º Congresso Ana Rocha abre ciclo de debates abordando o congresso do PCdoB e a conjuntura política

No dia 14, o PCdoB-RJ iniciou o ciclo de debates sobre os temas do 12º Congresso do PCdoB. A primeira expositora foi a presidente do Partido no Rio de Janeiro, Ana Rocha, que falou sobre o congresso e a conjuntura política brasileira.
Ana falou sobre o quadro político na primeira eleição de Lula, em 2002, na reeleição de 2006 e as perspectivas para 2010, destacando o papel do PCdoB. A presidente do PCdoB ressaltou como pontos positivos do governo federal o aprofundamento da democracia, a política externa independente, a maior integração da América Latina e os projetos sociais. Porém, criticou a “econômica híbrida do governo, ao mesmo tempo com medidas desenvolvimentistas e ortodoxas”. O corte na taxa de juros feito pelo Copom, por exemplo, foi tardio e insuficiente.
Segundo Ana Rocha, o PCdoB tem como objetivo aprofundar as conquistas do governo Lula, projetando um “cenário acirrado em 2010. O papel do PCdoB é lutar pela unidade das forças progressistas e reforçar a ação dos movimentos sociais com o objetivo de apresentar propostas mais avançadas”.
Ana também citou alguns pontos de uma plataforma de ação imediata para o país, como a ampliação do sistema financeiro público, o aproveitamento de todo o potencial energético do país, a regulação da remessa de lucros e a redução da taxa de juros, entre outros pontos.
Mais debates
Na próxima terça-feira (21), prossegue o ciclo de debates do PCdoB-RJ. O tema será “A extensa, profunda e grave crise do sistema capitalista”, com Sérgio Barroso (Médico, doutorando em Economia Social e do Trabalho e membro do Comitê Central do PCdoB). Os debates acontecerão sempre às 18h, na sede do Partido.
No dia 21, também haverá debate sobre o congresso na Baixada Fluminense, às 18h, no Sindicato dos Metalúrgicos, em Nova Iguaçu, rua Iracema Soares Pereira Junqueira, 55. O tema será o Programa Socialista, apresentado pelo secretário de Finanças do PCdoB-RJ, Marcos Costa.
Veja abaixo as outras datas.
Dia 28-07 – Internacional: União dos Povos na Luta Antiimperialista, com José Reinaldo de Carvalho (Secretário nacional de Relações Internacionais do PCdoB).
Dia 4-08 – O programa socialista do PCdoB, com Altamiro Borges (Secretário nacional de Comunicação do PCdoB).
Dia 11-08 – A nova política de Quadros, com Ana Rocha.

Rumo ao 12º Congresso

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sindicato prevê 100 mil demissões na construção civil

Os últimos três meses do ano não serão de boas notícias para os trabalhadores da construção civil. O Sindicato da categoria em São Paulo (Sintracon) calcula que 100 mil funcionários do setor devem perder o emprego.O presidente da entidade, Antonio de Souza Ramalho, afirmou que cálculos feitos pelos técnicos do sindicato revelam que construtoras e outras empresas do ramo, que empregavam até o mês de outubro 2,1 milhões de pessoas, devem chegar ao fim do ano tendo dispensado 4,7% dos seus trabalhadores, o que perfaz quase 100 mil trabalhadores."Notamos um aumento muito grande no número de demissões homologadas pelo sindicato desde a segunda semana de outubro", afirmou Ramalho, citando que o número de homologações de demissão realizadas pelo sindicato praticamente triplicou desde a segunda quinzena de outubro. De acordo com ele, o final do ano, tradicionalmente, é um período de demissões devido à maior freqüência de chuvas e a conseqüente redução no ritmo de execução das obras.Neste ano, contudo, a crise financeira tem levado ao cancelamento de novos projetos e motivado a dispensa principalmente na área de administração. "O pessoal da obra não sofre tanto, pois há muita coisa por acabar", complementou. "O pessoal que trabalha com os projetos, porém, está com o emprego mais comprometido", disse Ramalho.Em entrevista coletiva, o diretor econômico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, confirmou o período sazonal de demissões, mas preferiu não fazer estimativas de quantos trabalhadores serão dispensados. "Posso falar sobre a tendência [de demissões], mas não posso falar de números", disse ele, quando questionado sobre a quantidade de dispensas. Zaidan disse, entretanto, que o setor -maior gerador de emprego do País em 2008- deve retomar seu nível de emprego no início de 2009, com a normalização do trabalho nas obras. "As obras que já foram iniciadas terão de ser entregues."

Fonte: DCI

Impõe-se o controle do câmbio e do fluxo de capitais para contornar a crise cambial

O comportamento do câmbio reflete o movimento de fuga de capitais de curto prazo aplicados em nosso país e o avanço das posições especulativas contra o real. Os leilões de dólar do Banco Central, realizados diariamente, não se revelam suficientes para segurar a elevação da moeda norte-americana. O BC já vendeu US$ 6,7 bilhões no mercado à vista de câmbio, medida que pode ter amenizado a alta do dólar, mas não impediu a valorização da divisa estadunidense. ContradiçãoOs efeitos da depreciação do real são contraditórios e devem ser compreendidos à luz da dialética. De todo modo, parece evidente que, aliados às oscilações do câmbio, constituem um sério risco para a economia nacional e a saúde do balanço de pagamentos. Em tese, o impacto da alta do dólar sobre as exportações é positivo, pois as mercadorias brasileiras ficam mais competitivas no mercado externo, razão pela qual os capitalistas ligados ao setor exportador sempre reclamaram do que consideravam uma valorização excessiva e especulativa do real e clamavam por mudança na política cambial.A crise inverteu a tendência (e as apostas nos cassinos financeiros) ao provocar uma migração dos capitais estrangeiros às praças dos países mais desenvolvidos, especialmente para os EUA, ou em “direção à segurança”, conforme a expressão usada pelos economistas. O dólar disparou. Porém, o efeito potencialmente positivo sobre as vendas no comércio exterior foi anulado pela contração dos mercados provocado pela crise. Queda das exportaçõesAssim é que as exportações registraram uma forte queda, de 12,5%, em novembro (comparado a outubro). O saldo comercial não foi prejudicado, pois o declínio das importações foi ainda maior, de 16,5%. Não só o recuo das exportações como também o das importações são notícias negativas para o PIB, cabendo aqui notar que uma parcela expressiva das mercadorias adquiridas no exterior são meios de produção (máquinas, equipamentos e matérias primas), configurando, por conseqüência, investimentos. Queda de importações, no caso, sinaliza (em larga medida) diminuição dos investimentos.De outro lado, os compromissos das empresas e do governo no exterior com o pagamento de dívidas, remessas de lucros e dividendos ficam mais salgados, uma vez que tais contas são liquidadas em dólar, mas efetivamente os recursos são gerados em reais. Além disto, as intervenções do Banco Central na tentativa de controlar o câmbio e o financiamento do déficit entre entrada e saída de dólares pressionam (para baixo) o valor das reservas, comprometendo, por exemplo, a proposta de instituição do chamado fundo soberano. Até o momento, muito provavelmente em função do acordo feito com os EUA (garantindo a troca de 30 bilhões de dólares por reais), as reservas ainda não sofreram maior impacto, permanecendo acima dos 200 bilhões de dólares.Controlar o câmbioAdicionalmente, a desvalorização do real pressiona a inflação, ao encarecer o valor das mercadorias importadas. De outro lado, o impacto sobre a dívida pública, diferentemente do que ocorreu no governo FHC, mostra-se positivo pelo fato de que o valor das reservas é superior ao valor da dívida pública externa. Esta é a principal razão da queda da relação entre dívida interna e PIB.O balanço geral dos efeitos das flutuações do câmbio nos últimos dias é mãos negativo que positivo. A alta já configura uma maxidesvalorização da nossa moeda. Para evitar o agravamento da crise cambial, que pode comprometer as reservas, é necessário que o governo promova mudanças mais ousadas na política macroeconômica, pondo fim ao liberalismo e submetendo a conta de capitais e o câmbio a um controle mais rigoroso. É igualmente recomendável a taxação das remessas de lucros e dividendos das multinacionais a fim de reduzir o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos, que também terá de ser financiado com recursos das reservas na medida em que declina os investimentos provenientes do exterior.
(Umberto Martins, editor do Portal CTB)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Livro destaca lideranças comunitárias da Baixada Fluminense

Foi lançado no dia 11, o livro “Sociedade em movimentos”, que reúne entrevistas com participantes de movimentos comunitários a partir da década de 1950. A idéia de recolher essas informações surgiu em decorrência do Programa Nova Baixada, de 1995, que atingiu várias cidades da Baixada Fluminense, para só depois se transformar em livro. A entrevistada que abre o livro é a secretária de Movimentos Sociais do PCdoB/RJ, Dilceia Quintela.
O lançamento ocorreu na Câmara Municipal de São João de Meriti e contou com a participação de alguns entrevistados – entre eles o atual presidente da Casa, Padre Adelar – e lideranças comunitárias da Baixada Fluminense. Também estiveram presentes o secretário de Finanças do PCdoB/RJ, Marcos Costa, o presidente do Partido em São João, Agamenon, e membros do Partido em Belford Roxo.
No livro, Dilceia conta o começo da sua trajetória no movimento comunitário e na política, quando se filiou ao PCdoB e teve que entrar na clandestinidade na década de 1970. Nesse período, após sair da prisão, ela voltou para Belford Roxo, onde começou a reorganizar o Partido através do movimento de bairros. “Quando nós voltamos para a Baixada, junto com médicos sanitaristas, com a Teresinha Lopes e outras lideranças, começamos a discutir a unificação dos movimentos da Posse e de Belford Roxo para criarmos a Coordenação do Movimento dos Amigos do Bairro. É nesse momento que surge o MAB, em 1977, e o jornalzinho chamado o Encontro. A partir daí, nós começamos a organizar os vários grupos de amigos dos bairros e a fazer atividades de rua”, diz Dilceia em um dos relatos.
O livro foi organizado por Marcelo Ernandez Macedo, Juliana Guaraná Vieira Maia e Maria Gabriela Monteiro, que contaram com o apoio do governo do estado do Rio, do Nova Baixada e da UERJ

PCdoB quer ter 92 mil militantes de carteirinha

Já está pronta a nova Carteira Nacional Mi­litan­te (CNM) do PCdoB. Em 2007, foram lançadas 11.462. Agora, o partido espera que todos os seus 92 mil filiados tenham a Carteira. Além de simbolizar o compromisso do militante com o partido, a CNM tem o objetivo de ajudar a organizar a vida partidária e aumentar a contribuição financeira, importante para sustentar as atividades do PCdoB. Com ela, o militante tem o direito de votar e ser votado nos diversos fóruns do partido. Os candidatos às eleições de outubro serão incentivados a também ter a sua carteira. O partido quer aproveitar as plenárias e convenções deste primeiro semestre para aumentar o número de filiados com carteira. Para ter a CNM, basta ser filiado e contribuir, no mínimo, com uma anuidade equivalente a pelo menos 1% do salário ou renda mensal. “A Carteira significa compromisso e orgulho de ser militante do partido; significa reforçar a vida partidária coletiva e dar conseqüência à importante idéia de que ninguém deve atuar sem papel definido no partido”, disse Renato Rabelo, presidente do PCdoB.

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Mulheres do PCdoB conquistam brasileiros

A fase ainda é de pré-campanha. Mas as mulheres do PCdoB que podem disputar a prefeitura de algumas das principais capitais do país já saem bem colocadas. Entre elas estão as deputadas federais Jô Moraes, em Belo Horizonte; Manuela D’Ávila, em Porto Alegre e Vanessa Grazziotin, em Manaus e a secretária de Ciência e Tecnologia de Niterói, Jandira Feghali, no Rio de Janeiro. Também são pré-candidatas e as vereadoras Olívia Santana, em Salvador, e Ângela Albino, em Florianópolis. Três delas aparecem com cer­ca de 12% das intenções de voto: Jô, por exemplo, está em primeiro lugar; Jandira Feghali, no Rio, com o mesmo índice, está em terceiro e Manuela teve na capital gaúcha os mesmos 12%. As chances de crescimento das pré-candidaturas são grandes. Mulheres na ativaO bom desempenho feminino no PCdoB não é novidade. O partido é o que, em números proporcionais, tem mais mulheres em sua bancada federal. Entre os 13 deputados, elas são cinco, todas com atuação destacada: Alice Portugal (BA), Jô Moraes (MG), Manuela D’Ávila (RS), Perpétua Almeida (AC) e Vanessa Grazziotin (AM). Ou seja, o partido tem trabalhado para superar a pouca participação das mulheres na política. Pesquisa recente mostra que na Câmara, por exemplo, dos 513 deputados, apenas 46 são mulheres. No Senado, a situação é um pouco melhor: são dez as senadoras de um total de 81. O compromisso do PCdoB com a maior atuação das mul­heres na política vem de longe e resultou, em 2007, na realização da 1ª Conferência do PCdoB sobre a Questão da Mulher. Foi também a primeira vez que uma legenda política brasileira fez um evento voltado especialmente para este tema. Dali saíram importantes opiniões, aprovadas pela direção nacional, como tornar a luta das mulheres uma tarefa de todo o partido e garantir a participação delas em pelo menos 30% das direções estaduais.


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